Após caso suspeito, procura por vacina da febre amarela é alta no Recife

Só na Policlínica Lessa de Andrade, foram imunizadas 235 pessoas até às 16h da terça-feira (16)

Depois da confirmação sobre a primeira investigação de febre amarela no Recife, a procura pela vacina foi alta na Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, Zona Oeste da cidade, na manhã desta quarta-feira (17). Lá funciona o Centro de Orientação ao Viajante. Muita gente foi ao local para se prevenir, sobretudo quem tem viagem marcada a Estados onde a incidência da doença é grande, como Rio e São Paulo. Ainda na manhã desta quarta-feira (17), foi divulgado o segundo caso da doença em Pernambuco.

Vacinas

“A procura pela vacina tem aumentado bastante, especialmente depois das ocorrências da doença em municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro (Estados que farão campanha, assim como a Bahia). O Recife tem muitos voos para essas capitais e, por isso, as pessoas têm procurado os postos para a vacinação”, informa a coordenadora do Programa de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel. As doses são disponibilizadas apenas para quem comprovar viagem a locais de risco.

Nessa terça-feira, o Lessa de Andrade chegou a imunizar 235 pessoas até às 16h, quando foi realizado o último balanço da policlínica. A média diária, segundo os funcionários da unidade de saúde, é de aproximadamente 50 doses.

Carlos Januário Bento, de 51 anos, tem viagem marcada para São Paulo e foi avisado que na capital paulista já esgotaram as unidades da vacina. “Eu vou pra São Paulo e a minha parente já aconselhou tomar a vacina aqui e já ir prevenindo. Porque as vacinas de lá já acabaram”, afirmou Carlos.

O comerciário, Fábio Francisco, de 43 anos, acordou cedo e levou sua família para tomar a vacina de prevenção da febre amarela. “Eu e minha família viemos nos prevenir, porque em fevereiro estaremos no Rio de Janeiro”, disse.

Clínicas particulares

Nas clínicas particulares, a procura pela vacinação também aumentou. Entre as quatro unidades procuradas pela reportagem ontem, só uma tinha o produto, por R$ 250.

Fonte: Jornal do Commercio

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