Profissionais iniciaram movimento na última quinta-feira (18) e denunciam falta de medicamentos e de segurança das unidades de saúde, entre outras questões
Em greve desde a quinta-feira (18), os médicos do Recife decide hoje os rumos do movimento. Uma assembleia geral está marcada para as 14h30, no auditório da Associação Médica, no bairro da Boa Vista. Na ocasião, será avaliada a proposta apresentada pela prefeitura em relação as reivindicações da Campanha Salarial de 2017. Segundo a categoria, uma proposta foi apresentada na última sexta-feira (19) e será repassada aos grevistas.
Os profissionais de saúde suspenderam todos os serviços ambulatoriais. Foram mantidos apenas atendimentos de urgência, emergência e nas maternidades. Entre os principais problemas apontados pelos profissionais estão a falta de medicamentos e insumos básicos, como luvas e gaze, o descuido da gestão municipal com a estrutura física e a segurança das unidades de saúde.
Na pauta de reivindicações, consta ainda um reajuste salarial. Os médicos dizem que o último foi há um ano e quatro meses. A categoria denuncia ainda problemas estruturais e postos de saúde com mofo nas paredes, rebocos de tetos soltos, além de postos instalados em containers sem ventilação adequada.
Para chamar a atenção da população, no primeiro dia de greve os profissionais fizeram uma uma ação social no parque Treze de Maio, centro do Recife. O ato, organizado pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), disponibilizou serviços médicos gratuitos para a população, como aferição de pressão, teste de glicose e verificação do índice de massa corporal (IMC).
Em nota, a Prefeitura do Recife disse que realizou diversas reuniões de negociação com o Simepe e que continua aberta ao diálogo. “Os médicos servidores do município tiveram ganhos de cerca de 10% acima da inflação desde 2013. Foram nomeados 764 novos médicos nesse período. Com relação às condições de trabalho, a prefeitura realizou, em apenas cinco anos, R$ 200 milhões em investimentos nas unidades de saúde, o que é mais do que nos 10 anos anteriores”, diz o documento.
Fonte: Destak



