Estudante é mão de obra barata, reclama presidente da associação nacional de médicos residentes

“Residente é mão de obra barata. Em muitos programas, ele é chamado para trabalhar muito e aprender pouco”, resumiu Juracy Barbosa, presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), em entrevista ao Estadão sobre a ociosidade de 40% nas vagas de residência.

Para Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da AMB, a situação é consequência de estratégias equivocadas: “A ociosidade é um problema gerado por decisões ideológicas sobre o tema, que resultam na abertura desenfreada de residências médicas sem qualidade. Essa postura dos governos petistas levou, inclusive, a AMB a se retirar da Comissão Nacional de Residência Médica por um período”.

“É fundamental que os governos se convençam de que a residência médica é um período importante da formação do médico. Muitas vezes ele está deixando de entrar no mercado para ir para a residência se especializar numa área específica. Ele precisa seguir aprendendo. E as residências que não tiverem condições de entregar isso irão realmente ficar ociosas”, afirma José Bonamigo, tesoureiro da AMB.

A Comissão Nacional de Residência Médica é formada por representantes da AMB, CFM, ANMR, Fenam, Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Conasems, FBAM, Abem, Conass e tem como objetivos: I – credenciar e recredenciar instituições para a oferta de programas de residência médica; II – autorizar, reconhecer e renovar o reconhecimento de programas de residência médica; III – estabelecer as condições de funcionamento das instituições e dos programas de residência médica; e IV – promover a participação da sociedade no aprimoramento da residência médica no País.

José Bonamigo e Diogo Leite Sampaio são os representantes da AMB na CNRM. Ambos já presidiram a ANMR.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Médica Brasileira (AMB)

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