Esgoto do Cisam põe vizinhança em risco

Moradores da Rua Domingos Bastos, na Encruzilhada, Zona Norte do Recife, estão sendo obrigados a conviver com o esgoto do Centro de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), que engloba maternidade da Universidade de Pernambuco. “Enfrento o problema há 35 anos. Mas agora está pior”, denuncia a funcionária pública Cléia Belarmina da Silva, 55 anos, residente no imóvel 83.

Um muro separa a casa dela do Cisam, na Rua Visconde de Mamanguape. E junto dele, a unidade de saúde mantém desde o Carnaval, segundo a moradora, três caixas de esgoto abertas. “Há proliferação de mosquitos, todos aqui em casa estão com dengue e, diariamente, além do mau cheiro, há baratas e ratos, o que nos expõe à leptospirose e outras doenças”, contou Cléia.

“Em dias de chuva, essa água suja inunda nossos jardins. Para entrar em casa, tenho que fazer uma passagem com tábuas”, conta a moradora. De acordo com ela, das caixas de esgoto na rua transborda até sangue nessas ocasiões. Cléia prestou queixa na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e na Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa).

A diretora do Cisam, Fátima Maia, explica que as caixas foram abertas para limpeza, mas nega que tenham permanecido assim desde o Carnaval. “O serviço foi concluído hoje (ontem)”, explicou. Segundo ela, anteriormente foram feitas retificações internas para que os dejetos fossem lançados na rede da Rua Castro Alves, evitando os canos que passam no quintal das casas. “De um ano para cá, depois da construção de prédio de 20 andares, a rede de esgoto vive obstruída. A Compesa tem que substituir essa rede antiga e remover canos que passam no terreno dos vizinhos”. Acionada pelo JC, a Compesa enviou equipe ontem à Rua Visconde de Mamanguape e não encontrou ponto de obstrução na rede coletora. Hoje irá à Rua Domingos Bastos e fará inspeção no Cisam.

Fonte: Jornal do Commercio

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