Simepe participou de Audiência Pública sobre a Hapvida

A atuação da operadora de planos de saúde Hapvida em Pernambuco foi tema da Audiência Pública que aconteceu na manhã desta terça-feira (12.06), na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe). O diretor executivo do Simepe, Mário Lins, e o advogado da Defensoria Médica, Vinícius Calado, participaram do debate, junto com alguns Deputados Estaduais, Defensoria Pública da União do Recife (DPU), Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e cidadãos que relataram suas experiências com essa operadora. A Hapvida foi convidada, mas nenhum representante compareceu.

Sobre boatos de que a audiência tivesse sido cancelada e posterior fechamento do auditório Sérgio Guerra para não ocorrer a sessão, o Plenarinho 2 foi palco de uma série de discussões sobre o desserviço prestado pela Hapvida. Os pacientes que contratam o plano não sabem que, quando a situação se agravar, serão encaminhados para os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), já sobrecarregados.

A deputada estadual Socorro Pimentel leu para o público presente a carta pública aberta produzida e publicada pelo Simepe sobre a operadora. Em seguida, alguns participantes relataram seus momentos de pânico e desespero ao serem atendidos nos hospitais do plano. O descaso e o serviço desumano da operadora serão sempre marcados na vida destes pacientes.

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“Infelizmente ninguém da Hapvida esteve aqui presente. Quando chegamos, tivemos a notícia que a audiência tinha sido cancelada, mas graças a atuação dos deputados Edilson Silva, Socorro Pimentel e Priscila Krause, nós realizamos uma audiência pública no plenarinho 2 e foram colocadas várias denúncias. O Sindicato dos Médicos de Pernambuco se posicionou no sentido de defender os médicos e a população. Estamos na espera de uma nova convocação para que possamos externar nossa preocupação com o setor da saúde, especialmente o da saúde suplementar. Lamentável que isso tenha acontecido, não me lembro de outra situação onde uma audiência pública tenha sido cancelada em cima da hora, ninguém tinha conhecimento disso e isso realmente nos preocupa. Para Pernambuco, isso é vergonhoso, mostrando o descaso de como a saúde pública e privada está sendo praticada”, desabafa o diretor executivo e presidente da Comissão de Honorários Médicos de Pernambuco (CEHM-PE), Mário Lins.

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O deputado estadual Edilson Silva, que desde o início coordenou a audiência, destacou alguns pontos pertinentes concluídos após do final da sessão. São eles: o papel extremamente negativo da atuação da Hapvida; planos que foram montados para desassistir os pacientes com esquema de repasse para o SUS e domínio da Hapvida sobre outros serviços, com grande influência em Pernambuco. Será realizada uma nova Audiência Pública, com convocação para que a Hapvida participe e esteja ciente dos debates contra a continuação da atuação dessa operadora de saúde.

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