Médicos do Recife deflagram paralisação de 72h nesta terça

Profissionais reivindicam pautas como reajuste salarial, equiparação dos salários pagos pelo estado e recomposição de insumos

Médicos da rede pública do Recife vão cruzar os braços nesta terça-feira (18). Insatisfeitos com o não cumprimento da pauta negociada em janeiro deste ano com a Secretaria de Saúde, eles paralisam as atividades até esta quinta-feira (20), quando fazem uma assembleia geral para discutir a possibilidade de greve por tempo indeterminado, caso não haja um novo acordo com a prefeitura.

A paralisação, aprovada em assembleia geral no dia 11 deste mês, não afetará os serviços de urgência e de maternidade. De acordo com o presidente do Sindicado dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Tadeu Calheiros, a categoria reivindica pontos como o reajuste salarial, a segurança nos locais de trabalho, a recomposição de escalas profissionais e de insumos e a equiparação aos salários pago pelo Governo de Pernambuco. Para nivelar ao vencimento do estado, a prefeitura precisar aumentar em 5,91% o valor referente a hora trabalhada. O Executivo Municipal chegou a apresentar ao sindicato uma minuta com a incorporação de gratificações de plantão, ponto exigido pela categoria, mas a proposta ainda precisa passar pelo crivo da Câmara de Vereadores.

“Em janeiro de 2018 fizemos uma greve que durou 24 horas porque a Prefeitura do Recife assinou um Termo de Compromisso em que prometia nomear, de imediato, 50 profissionais e fazer concurso. Nomeou 52 funcionários quatro meses depois, mas não fez concurso público. Prometeu câmeras de segurança em todas unidades e vigilâncias com rondas policiais. Os equipamentos não chegaram e as rondas não são percebidas pelos funcionários, embora a prefeitura tenha diga que começaram nesse mês”, acrescentou Tadeu.

O presidente detalhou ainda que faltam a entrega de cinco novas unidades- uma está em construção-, a requalificação de 18 unidades e a nomeação de oito coordenadores médicos para mediar o diálogo entre a gestão e a equipe médica.

A reportagem do OP9 não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Saúde.

Nesta segunda-feira (17), médicos residentes do Hospital Getúlio Vargas, no Cordeiro, decidiram também paralisar os trabalhos para denunciar a precariedade das condições de atendimento à população, além da falta de medicamentos e de insumos básicos para a realização de procedimentos.

Fonte: OP9 – O Portal do Sistema Opinião

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