Medicamentos mais caros em abril

Os consumidores podem preparar o bolso. O governo federal autorizou ontem o reajuste anual dos medicamentos. Uma lista de 13.782 produtos terá aumento que varia entre 2,80% e 5,85%. Estão entre esses itens os remédios usados para o tratamento de úlcera, antibióticos, anestésicos e antipsicóticos. Os novos preços devem chegar à rede varejista de farmácias na primeira semana de abril, mas a indústria farmacêutica já pode aplicar o reajuste a partir do próximo dia 31.

A resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) foi publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU) com a autorização do reajuste dos preços dos remédios. Os produtos são divididos em três categorias. A categoria de nível 1, onde há maior participação de genéricos no mercado, sofrerá reajuste maior de 5,85%. Nessa lista está o omeprazol, indicado para gastrite.

No nível 2 estão os medicamentos que têm a participação média de genéricos no mercado e podem subir até 2,80%. Nesse grupo está a lidocaína, um tipo de analgésico local. Por último, vem o nível 3 onde se encontram os remédios que têm menor representação de genéricos no mercado, cujo percentual de aumento será negativo em 0,25%. Nesse grupo estão 8.840 produtos menos usados pela população. Um exemplo: a ritalina, indicada para o déficit de atenção.

Os consumidores reclamaram do aumento. A pensionista Maria Izabel Tavares tem 75 anos e gasta por mês mais de R$ 300 com medicamentos. “Eu tomo remédios controlados e caros. Só um produto custa R$ 72. O aumento é muito alto. Eu gasto mais com remédio do que com comida”, compara.

A secretária Luciana Ferreira, 44 anos, toma medicamento de uso contínuo para pressão alta, além de vitaminas. “Acho um absurdo esse aumento, comparado com o que ganho de salário. A gente tem que fazer um extra para conseguir comprar”. Ela reclama da falta de remédios gratuitos nas farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS). Luciana gasta R$ 250 por mês nas farmácias.

Fonte: Diario de Pernambuco

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