Câncer: faltam médicos

Brasília – Na tentativa melhorar o atendimento aos pacientes com câncer no país, o Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 505 milhões na rede de tratamento da doença e na compra de equipamentos de radioterapia destinados às áreas de maior carência do país – os aparelhos serão instalados nas regiões Norte e Nordeste. No entanto, o programa só vai suprir 25% da demanda e esbarra em outro problema, reconhecido pela própria pasta: a falta de médicos capacitados.

Com esses recursos, o ministério planeja renovar 32 centros de tratamento já existentes e instalar outros 48 em cidades do Norte e do Nordeste. Diferentemente do modelo adotado hoje, no qual os municípios recebiam somente os aparelhos, a pasta agora vai construir centros médicos nos locais onde serão implementadas as máquinas. Com a medida, o governo espera minimizar um problema recorrente no país: equipamentos encaixotados por falta de local para uso.

De acordo com o ministro Alexandre Padilha, a intenção de ampliar os sistemas de atendimento partiu da presidente Dilma Rousseff. O objetivo é reduzir a desigualdade no acesso ao tratamento, geralmente concentrado nas capitais. No entanto, especialistas alesrtam que apenas o recurso financeiro não será suficiente para sanar os problemas. O diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini, disse que o maior problema da oncologia no país atualmente é a falta de profissionais. Hoje, existem cerca de 290 hospitais capacitados para o tratamento radioterápico, porém, a estimativa é de que seriam necessários cerca de 400 centros para atender toda a população. (Grasielle Castro)

Fonte: Diario de Pernambuco

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