Cidades do Grande Recife registram falta da vacina pentavalente em postos de saúde

Secretaria Estadual de Saúde afirma que ‘já distribuiu aos municípios seu estoque’. Previsão do Ministério da Saúde é de que o abastecimento seja normalizado a partir de novembro.

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A vacina pentavalente — que garante a imunização contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo B — está em falta em vários municípios do Grande Recife. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), a distribuição é realizada pelo Ministério da Saúde (MS) e está irregular desde julho, mês em que a última remessa foi recebida.

Em nota, a SES informa que “já distribuiu aos municípios seu estoque”. Ao G1, o Ministério da Saúde afirma que “a previsão é que o abastecimento volte à normalidade a partir de novembro”.

Mesmo com a distribuição emergencial, pacientes de Jaboatão dos Guararapes se queixam da falta da vacina. A comerciante Márcia Maria da Conceição Chagas, de 48 anos, só conseguiu imunizar a filha de quatro meses após ir a três postos diferentes no município.

“Nos dois primeiros postos, não tinha a vacina pentavalente nem informações. No terceiro posto, eram as duas últimas doses. Uma ficou para a minha filha. Minha amiga teve que ir para o Recife imunizar a filha”, conta.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Jaboatão, “em razão de falhas no repasse feito pelo Ministério da Saúde, o uso da vacina pentavalente na rede municipal está sendo priorizado para a realização de bloqueio para coqueluche”.

Há dois meses, a capital pernambucana não recebe novas doses da vacina pentavalente, de acordo com a Secretaria de Saúde do Recife. “O estoque deste imunizante já está zerado na sede do Programa de Imunização do Recife (PNI) e em algumas unidades de saúde do município”, diz a pasta.

Em Olinda, o último abastecimento da vacina pentavalente ocorreu em agosto, quando a cidade recebeu 880 doses. Segundo a Secretaria de Saúde do município, o Ministério da Saúde enviou um comunicado avisando da suspensão do abastecimento devido a problemas no lote da vacina.

“No momento, por ocasião dessa falta de abastecimento por parte do MS, que, por sua vez, repassa ao Estado, obedecendo os critérios e protocolos da Rede de Frios, o município encontra-se com o estoque desabastecido da referida vacina”, declara a prefeitura de Olinda em nota.

De acordo com a médica Cláudia Beatriz, é importante proteger as crianças de aglomerações nesse período em que a vacina não está disponível. “Antes de ir ao posto, é bom procurar ligar antes, porque até o ambiente não é legal”, afirma.

O que diz o Ministério da Saúde

Por meio de nota, o Ministério de Saúde afirma que a última remessa de vacina pentavalente foi “reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por esse motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde/OPAS, que pré-qualifica os laboratórios”.

Ainda de acordo com o governo federal, não há disponibilidade imediata da vacina e a última compra de 6,6 milhões de doses tem chegado ao Brasil, de forma escalonada, desde agosto.

Fonte: G1

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