Soro e medicamento investigados no Sertão

O Laboratório Central de Pernambuco (Lacen) tem 30 dias para concluir a análise do soro fisiológico e do medicamento suspeitos de ter causado em pacientes reações adversas, como calafrios, no Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, município do Sertão pernambucano.

Na semana passada, algumas pessoas que deram entrada na unidade passaram mal depois de serem medicadas. A mãe de um deles, Zilda Queiroz, contou que levou o filho ao hospital com suspeita de dengue. Quando recebeu a segunda dose de soro, segundo ela, o jovem começou a sentir fortes calafrios.

De acordo com a mãe do paciente, a direção do hospital disse que outros três casos semelhantes tinham sido registrados. Mas o do filho dela aparentou ser o mais grave. O jovem melhorou depois que o soro foi retirado.

Procurada pela reportagem, a direção do hospital regional não quis se pronunciar. Alegou que qualquer informação sobre o caso só poderia ser repassada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Não informou, inclusive, quantos pacientes apresentaram calafrios.

Por meio de nota à imprensa, a secretaria afirmou que, seguindo a orientação da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), recolheu todos os lotes do soro e do medicamento. E amostras de cada um foram enviadas para análise.

A secretaria disse, ainda, que realizou uma desinfecção profunda na emergência da unidade. E que os pacientes, acompanhados desde o registro dos casos, passam bem. O texto enviado, porém, também omite a quantidade de pessoas que apresentaram reações ao soro ou medicamento.

O gerente-geral da Apevisa, Jaime Brito, disse que não havia nenhuma medicação fora do prazo de validade. Mas salientou que, qualquer conclusão, só depois do resultado da análise. “Como foi uma quantidade grande de pessoas num mesmo local, a primeira hipótese recai sobre a medicação usada. Tem que se fazer uma investigação, ver quais foram os medicamentos usados em comum. A probabilidade é que tenha sido alguma medicação contaminada. Mas ainda é cedo”, afirmou o gerente-geral da agência.

Fonte: Jornal do Commercio

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