Assuero Gomes, médico pediatra e conselheiro do Cremepe, morre aos 65 anos.

Profissional de saúde também era escritor e artista plástico. Segundo família, ele morreu devido a complicações da Covid-19. Entidades lamentaram falecimento

Assuero Gomes era médico, escritor e artista plástico — Foto: Reprodução/Simepe

O médico, escritor e artista plástico Assuero Gomes da Silva Filho, de 65 anos, morreu de Covid-19, no Recife. Ele era 3º vice-presidente e conselheiro do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Também foi diretor executivo do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).

Assuero também escreveu livros, como “Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife”. O médico atuava como pediatra e deixou esposa e três filhos com idades de 34, 36 e 38 anos. A morte dele ocorreu na sexta-feira (25).

De acordo com Thomás Sôlha Gomes, seu filho do meio, o pai foi internado no dia 18 de dezembro no Hospital da Unimed, na capital pernambucana, e recebeu o resultado positivo de Covid-19 no dia seguinte, em 19 de dezembro.

“Ele já estava há quatro dias em casa com os sintomas. Foi para o hospital quando teve dificuldade de respirar. Primeiro, ele foi para o oxigênio e depois foi entubado” , contou.

Thomás relatou que a família aguardava a chegada da primeira neta, em janeiro de 2021, filha de seu irmão mais velho.

“É como meu irmão uma vez falou, vai ser difícil quando a gente perder nosso pai, porque a gente tem uma referência de pai muito forte. […] Ele deixa muito mais que uma família que só tem lembranças boas. A gente vê o tamanho da obra dele pelo reconhecimento das pessoas. Ele dizia ‘Jesus se encontra ou na palavra, ou na eucaristia, ou no pobre’”, disse o filho.

De acordo com Thomás, entre os projetos voltados para a sociedade civil, o médico criou um restaurante de caráter social, com refeições acessíveis. “Eles ofereciam uma refeição, que como ele dizia, era uma refeição digna, como São Vicente de Paulo e Dom Hélder. No restaurante eles ofereciam um prato de comida de 800g e um copo de suco por R$ 1, mesmo que o custo de produção fosse maior. Era um preço simbólico, porque ele dizia que o que a gente faz não só é comida, não é esmola, é dar dignidade às pessoas”.

Assuero nasceu em 1º de outubro de 1955 e se formou na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1980. Durante a carreira, atuou no Hospital e Maternidade Nossa Senhora do Ó e De Ávila.

Por meio de nota, o Cremepe lamentou o falecimento do médico. A Secretaria Estadual de Saúde também lamentou a perda por meio de nota divulgada na internet.

“A SES reconhece o empenho do profissional durante os seus anos de ofício na medicina e solidariza-se com os familiares e amigos neste momento de dor”, afirmou a secretaria, no texto.

Por meio de nota, o Simepe homenageou o médico. “O Simepe tem um orgulho inestimável e destaca que o legado e a importância de Assuero estão imortalizadas na estrutura do sindicato, assim como os dois murais (“Tributo a Gaudí” e “Caminhos da Andaluzia para Maimônides”) construídos na entidade e que levam a sua assinatura”, afirmou a entidade.

Fonte: Henrique Barbosa – Notícia em 1º lugar

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