Superlotação, falta de medidas estruturantes e condições precárias de trabalho. Essa é a situação das emergências de obstetrícia e pediatria do Hospital Barão de Lucena (HBL), localizado na Zona Oeste do Recife. A pauta foi discutida em reunião, durante a manhã da última sexta-feira (5). Na ocasião, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), foi representado pelo vice-presidente Walber Steffano e pelo diretor Fernando Junior, e o conselheiro do Cremepe, Carlos Eduardo, além da diretoria e os médicos do hospital.
O sentimento é de indignação. A falta de ações que melhorem as condições de trabalho por parte do Governo de Pernambuco tem causado bastante revolta, não só dos profissionais que trabalham no Barão, mas dos pacientes também. Mães, bebês e crianças totalmente desamparados, sem a adequada assistência e profissionais em condições indignas de trabalho. Um risco à vida de todos!
Segundo os médicos do hospital, essa é a pior crise dos últimos 30 anos. Uma situação que apela por melhorias urgentes.
O Simepe, segue denunciando a situação e aguarda medidas efetivas do governo, com foco na abertura de novos leitos , descentralização da assistência, e a restrição temporária do atendimento quando da impossibilidade de continuar aglomerando pacientes vulneráveis em ambientes insalubres de risco elevado.
Após um ano de pandemia, pouco se fez para o atendimento da Covid-19, menos ainda para a rede de maternidades e emergência pediátrica dos hospitais e unidades de saúde. Os médicos não aguentam mais tanta negligência, pois são vistos como heróis, mas são tratados com desrespeito e desvalorização, sendo obrigados a trabalharem em condições tão estressantes e degradantes.
Essa situação não é de hoje, no momento o que temos é um agravamento do cenário que após anos, aguarda ações eficientes e permanentes que possibilitem aos médicos assistirem seus pacientes com qualidade e dignidade.



