Ação começou na quinta-feira (15) e termina nesta segunda (19) com remessa para 70 hospitais do estado.
A Secretaria Estadual de Saúde termina de entregar uma leva de medicamentos do chamado “kit intubação” nos hospitais públicos, e privados com leitos Covid, nesta segunda-feira (19). A ação começou na quinta-feira (15) e será finalizada amanhã com 373 mil unidades de medicamentos como sedativos e bloqueadores.
Na semana passada, mais de 94 mil unidades de medicamentos foram disponibilizadas a 75 hospitais, para uso destinado a pacientes com Covid-19 em leitos SUS.
A remessa da segunda terá mais 279 mil unidades de medicamentos do “kit intubação”, enviadas pelo Ministério da Saúde, e liberada para 70 hospitais do estado.
Distribuição será feita de helicóptero
O lote é composto por cisatracúrio, besilato 10mg, fentanila, citrato 0,05 mg, midazolam 5 mg e propofol 10 mg/ml. Parte desses medicamentos será retirada por hospitais do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá na CGA, em Niterói, e o restante será enviado para 34 municípios em uma operação logística envolvendo cinco helicópteros.
“Todos os esforços estão voltados para salvar vidas, e este momento requer muito planejamento e uso consciente dos medicamentos. A SES tem se dedicado para que as unidades não fiquem desabastecidas, tendo inclusive feito a aquisição dos medicamentos, que devem ser comprados pelas próprias gestões das unidades”, diz o secretário de estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves.
Funcionários denunciaram falta de medicamentos
O novo abastecimento chega depois de denúncias da falta de medicamentos e sedativos para intubação de pacientes com Covid em várias unidades de saúde, como as que ocorreram no Hospital Municipal de Saúde São José, em Duque de Caxias, no Hospital Municipal Doutor Adalberto da Graça, em Paracambi, e em várias unidades de Nova Friburgo, na Região Serrana.
“No final de semana teve um plantão que teve oito mortes. Não tinha medicações, não tinha sedativos para os pacientes do CTI e, então, infelizmente, eles vieram a óbito. Nós vimos, assim, os profissionais desesperados, chorando, porque não tinha o que fazer para ajudar, né? Tá com falta de seringa, tá com falta de agulha”, disse uma profissional de Duque de Caxias.
Fonte: G1



