A emergência cardiológica do Hospital Agamenon Magalhães (HAM) encontra-se em estado caótico. Na tarde desta segunda-feira (23), a presidente do Simepe, Claudia Beatriz Andrade, e o diretor administrativo e financeiro, Mário Jorge Lobo, realizaram uma vistoria na unidade e se depararam com o setor superlotado, com mais de 110 pacientes internados na emergência distribuídos pelas salas amarela, vermelha e corredores.
A situação piora porque a unidade continua recebendo pacientes via central de regulação de vários hospitais, inclusive do interior, e devido a falta de leitos cirúrgicos e de retaguarda, esses pacientes ficam aglomerados na emergência, expostos a todo tipo de contaminação, inclusive contágio do novo coronavírus (Covid-19). Além disso, a ventilação dos ambientes é precária; os profissionais de saúde estão sobrecarregados, tentando prestar a devida assistência; e, por fim, não há expectativa de vazão desses pacientes.
Os diretores do Simepe conversaram com os plantonistas e com a diretora médica, Dra. Ângela Lania. Durante a visita, o serviço continuava a receber e internar pacientes. Preocupados com a situação, solicitaram à direção que fechasse o serviço para novas internações, até que os pacientes que estão aguardando na emergência sejam acomodados nos setores adequados a suas necessidades de tratamento.
Diante dos problemas constatados, o Simepe solicitará reunião em caráter de urgência com o secretário estadual de saúde, André Longo, e sua equipe, visando definir estratégias de curto e médio prazo para desafogar o fluxo de pacientes na emergência cardiológica do HAM.
O Simepe segue vigilante e cobrando ações do governo que possam amenizar o sofrimento dos pacientes e promovam melhores condições de trabalho.










