Recife confirma morte por Covid-19 após dois dias sem registro

Após dois dias sem registro de mortes por síndrome respiratória aguda grave (srag) causados pela Covid-19, Recife voltou a registrar óbitos na última terça-feira (05), segundo o Resumo Epidemiológico da Covid-19 do município divulgado na noite de ontem (06).

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, após o período sem mortes nos dias 3 e 4 de outubro, foi confirmado um óbito no dia 5 e sete novas mortes entre os dias 27 de fevereiro e 5 de outubro.

Segundo o infectologista Demetrius Montenegro, ainda não é o momento de abandonar as medidas de prevenção.

“A pandemia não acabou e o vírus ainda está circulando. De forma alguma é o momento de se descuidar, até porque a gente precisa ter um percentual alto de pessoas com o esquema completo de vacinação, sem contar que a variante Delta está circulando. As pessoas não podem se descuidar de, mesmo tendo o esquema completo vacinal, manter o distanciamento e a utilização das máscaras”, afirmou o infectologista Demetrius Montenegro.

De acordo com o professor e pesquisador Jones Albuquerque, do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD), para considerar que a pandemia realmente acabou, é necessário um período maior sem óbitos.

“Sem sombra de dúvida, os dados de óbito no Recife são resultados muito bons, mas lembremos que a pandemia tem um ciclo de duas a três semanas. Até a gente ter duas a três semanas de óbito zero, não podemos considerar que a pandemia se foi, porque os nossos indicadores que trabalham com risco alimentado pela tração mundial ainda indicam risco alto a moderado no Recife e em Pernambuco. O Brasil continua em risco alto, então mesmo com esse bom sinal, resultado das várias ações de todos os atores, como Secretaria de Saúde, Governo do Estado e população que se vacinou, ainda assim é muito arriscado, porque lembremos que as vacinas têm uma efetividade temporal determinada”, explicou Jones.

Para o infectologista e chefe da triagem do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Filipe Prohaska, o avanço da vacinação é essencial para a diminuição dos casos graves da doença.

“Agora, nós começamos com o avanço da vacinação em todas as idades, chegando aos mais jovens e já iniciando uma terceira dose para grande parte da população. Esse avanço da vacinação faz com que os números de casos graves, de contágio, de infecções e de internamentos caiam, e por consequente, você vai vendo todo o desmonte de uma estrutura de hospitais de campanha que vinham sendo necessários, Com isso, cai o número de óbitos também”, destacou o infectologista.

 Fonte: Folha de Pernambuco

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