Médicos da rede federal ratificam paralisação para terça (5)

 

Sílvio Rodrigues, diretor do Simepe, em AGE com os médicos servidores federais. Foto: Michel Filipe

Pronto e confirmado. A hora é essa: ampliar a mobilização junto à categoria, informar a população da paralisar dos serviços ambulatórios e eletivos, no dia 5 de junho (terça-feira), com ato público, às 09h, no Hospital das Clínicas, em protesto contra a Medida Provisória 568, do Governo Federal. Foi esse o encaminhamento que os médicos vinculados do Serviço Público federal (ativos e aposentados) ratificaram a decisão da semana passada, em Assembleia Geral realizada nesta terça-feira (29), no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE).

Os médicos discutiram estratégias de luta para enfrentamento da  MP 568 que, prevê essencialmente, a redução do salário dos médicos em 50% mutilando a Lei 11.091/2005 ao criar duas tabelas para os médicos de 20 e 40h. Altera também a forma de pagamento dos adicionais de periculosidade e insalubridade. Hoje, os adicionais são pagos de maneira percentual ao salário (5%, 10% ou 20%). Com a MP, passam a ser pagos em valores fixos, de R$ 100,00, R$ 180,00 e R$ 260,00 (insalubridade) e R$ 180,00 (periculosidade).

Durante a assembleia, os profissionais fizeram avaliação do cenário político nacional, definiram a elaboração de uma carta aberta à sociedade, com objetivo de mostrar a insatisfação da categoria sobre a MP 568 e os equívocos do Governo Dilma. Além disso, priorizam um movimento junto aos parlamentares (deputados e senadores) e às redes sociais, deflagração de campanha publicitária e  panfletagem nos hospitais das Clínicas, Getúlio Vargas e Barão de Lucena, antes da paralisação do dia 5 de junho (terça-feira).

O diretor do Simepe, Silvio Rodrigues, assinalou que o Governo Federal mostra mais uma vez o descaso e a falta de compromisso com o serviço público, especialmente, com a Saúde, aplicando a redução  de 50% nos salários dos médicos e  adotando valores fixos para a insalubridade dos trabalhadores. “A MP 568 vai trazer enormes prejuízos para os usuários do Sistema Ùnico de Saúde (SUS) que ficarão sem ter mais médicos dispostos a trabalhar no serviço público. Além disso, aplica o reenquadramento dos servidores, com a instituição da Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), que corresponde à diferença entre a tabela atual e a nova”, ressaltou.

Os médicos chamaram atenção de que Medida Provisória vai causar um efeito irreversível nos estados e municípios, isto é, retirando direitos da categoria que foram conquistados ao longo dos anos em várias lutas sindicais.  “Hoje, são os salários dos médicos e de outros  trabalhadores da saúde reduzido em 50%. Amanhã, pode ser de outros servidores da base estadual ou municipal que vão enfrentar o mesmo problema.  Por isso, todos devem ficar em alerta ”, ressaltou o diretor do Simepe, Carlos Eduardo Padilha (Ado).

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