A luta por melhorias na saúde da cidade de Petrolina segue incessante. Na tarde desta terça-feira (19), a secretária-geral do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) , Claudia Beatriz, o diretor José Alberto e os advogados da Defensoria Médica da entidade, João Filho e Diego Galdino, reuniram-se com a promotoria do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em busca de mediação do órgão para avançar em pauta relevante à categoria e à população assistida pela rede de saúde de Petrolina.
Durante a audiência pública, foi passado todo o cenário crítico em que as unidades básicas de saúde de Petrolina se encontram, assim como a situação de vulnerabilidade dos médicos locais. Questões como as dificuldades nos postos de saúde, a sobrecarga do médico pela falta de nomeação do concurso público para ampliar as equipes de saúde da família, falta de medicações básicas, falta de uma rede de média complexidade, falta de Serviço de Pronto Atendimento e UPAS 24h para urgências e emergências, bem como a violência nas unidades de saúde.
São pontos que estão sendo cobrados há meses, mas até o momento não foram tomadas as iniciativas necessárias. “A cada encontro com os médicos do município nós ficamos surpresos com a situação. É lamentável e chocante os relatos que recebemos e mais ainda a falta de respostas. Há médicos sendo ameaçados e outros querendo desistir do concurso público. É realmente preocupante”, afirmou Claudia.
O movimento promovido pelos médicos da rede municipal tem por objetivo garantir melhores condições de trabalho e por conseguinte melhores condições de assistência à população. Nesta quarta-feira (20), será realizada nova Assembleia Geral (AGE) com indicativo de paralisação nos dias 20,21 e 22 de agosto. A categoria segue em estado de assembleia permanente atento a novos acontecimentos. A promotoria acolheu a demanda e, em breve, chamará audiência com o SIMEPE, Cremepe, CAOP saúde e Secretária de Saúde.



