‘Comemos apenas um tipo de banana, embora existam 2.000 variedades de banana’, alerta o jornalista Dan Saladino, para quem os alimentos ameaçados de extinção são na verdade uma chave para problemas do futuro e devem ser resgatados
Por Alejandra Martins, BBC
Laranjas do entorno do vulcão Etna, na Itália; cacau criollo da Venezuela; arroz vermelho da China e milho das montanhas de Oaxaca, no México.
Esses e outros alimentos ameaçados de extinção são muito mais do que uma fonte de sobrevivência, de acordo com o jornalista da BBC Dan Saladino.
Eles são também objeto da “invenção, imaginação e sabedoria de centenas de gerações de agricultores e cozinheiros”.
Isto é: nossos ancestrais melhoraram, adaptaram e tornaram comestíveis alguns frutos da terra ao longo de milhares de anos. Mas, em nossos tempos, essa rica diversidade está se perdendo rapidamente.
Em seu livro Eating to Extinction (“Comendo até a extinção”), Saladino viajou para vários cantos do planeta para conhecer comunidades que cultivam e preparam alimentos tão únicos e ameaçados quanto seus estilos de vida.
O jornalista alerta para “a imensidão do que estamos perdendo” e afirma que o nosso atual sistema de produção alimentar altamente intensivo “está contribuindo para a destruição do planeta”.
Dan Saladino conversou com a BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, durante o festival Hay Festival de Cartagena 2023, realizado na Colômbia entre 26 e 29 de janeiro.
Na entrevista, ele defendeu que os alimentos ameaçados compõem um verdadeiro tesouro, alertou para os riscos de um mundo cada vez mais uniforme e deu sugestões do que fazer para combater a perda da diversidade.
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