Com filas de espera por leitos de UTI que ultrapassam as 150 crianças, Simepe e Cremepe cobram da Secretaria Estadual de Saúde ações urgentes e eficazes
Vivendo uma crise histórica, ao menos na última década, a Rede Estadual de Saúde de Pernambuco chega ao seu ápice de estrangulamento, com mais de 150 crianças à espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em todo o território estadual. O período da sazonalidade das síndromes respiratórias tem acometido, sobretudo, crianças lactantes gerando um drama para familiares que seguem a espera de uma assistência adequada. Médicos e demais profissionais vivenciam a angustiante missão de tentar reverter os quadros clínicos dos pacientes em meio ao caos, lutando com a falta de insumos e leitos ideais para o tratamento. Esse infeliz cenário provocou as entidades médicas do Estado a convocar representantes da Gestão Estadual a tomarem medidas eficazes urgentes. Ao longo dessa semana, uma série de reuniões e debates foram vivenciadas com o objetivo da construção de uma política de enfrentamento imediato aos problemas que acometem a rede.
Na terça-feira (14) o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) esteve na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe), participando de uma audiência pública, onde gestores dos grandes hospitais do Recife e representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a promotoria de saúde do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), debateram sobre o atual cenário. Na quarta-feira (15), um grupo de trabalho formado por representantes do Simepe, Cremepe e da SES, discutiram algumas medidas que deverão contribuir, evitando o crescimento dessa fila de espera por leitos de UTI. Já na quinta-feira (16), gestores das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de toda a Região Metropolitana do Recife (RMR) também puderam se unir aos demais atores e discutir essas iniciativas, durante reunião na Secretaria de Saúde, localizada no bairro do Bongi.
Para o presidente do Simepe, Walber Steffano, no atual cenário essas iniciativas são mais que necessárias. “Nosso objetivo será sempre contribuir com uma melhor assistência para a sociedade pernambucana. Para isso, nossos colegas médicos e demais profissionais precisam ter, minimamente, as condições ideais para exercerem suas funções, com toda a segurança necessária para eles e para os seus pacientes. Desde o princípio o Simepe vem alertando aos gestores da saúde pública sobre a complexidade da crise que enfrentaríamos, mas, infelizmente, chegamos ao que hoje é uma triste realidade. Neste momento, queremos contribuir com ações que evitem a ampliação dessa crise já instalada e, por isso, estamos ao longo dessa semana participando destes diálogos”, pontuou Walber Steffano.
O Simepe também publicou na tarde de quinta (16), uma nota oficial em que a entidade expõe sua extrema preocupação e repudia, de forma veemente, todo o caos vivenciado nos hospitais. A entidade ainda afirma que seguirá atenta e cobrando as soluções de forma constante.



