Nesta quinta-feira (20), em mais um dia de visitas às Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Petrolina, no Sertão do Estado, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) realizou a escuta ativa de médicos e médicas do município e identificou uma série de problemas na infraestrutura e no funcionamento das unidades, com impactos diretos sobre as condições de trabalho dos profissionais e a assistência oferecida à população.
Pela manhã, os diretores Robson Miranda e Rodrigo Rosas percorreram as UBS Amaro Ivaldo de Castro Alves, Beatriz Luz de Alencar Rocha, Lia Bezerra e São Jorge, na área urbana de Petrolina. Durante as visitas, os diretores constataram um cenário de sobrecarga, com o volume de demandas espontâneas ultrapassando, em diferentes momentos, os atendimentos previamente agendados.

Também foram identificados problemas estruturais nas unidades, incluindo infiltrações, vazamentos e mofo. Em uma das UBS visitadas, os diretores ainda encontraram esgoto a céu aberto e acúmulo de lixo nas proximidades da unidade. Os relatos também apontam dificuldades enfrentadas pelos pacientes para a realização de exames, desde procedimentos laboratoriais até exames de imagem.
“É inadmissível que profissionais médicos e a população sejam submetidos a uma realidade como essa. Estamos falando de unidades que deveriam oferecer atendimento com segurança, estrutura e condições adequadas, mas que apresentam problemas básicos de infraestrutura e uma demanda que ultrapassa a capacidade de resposta. Quem está na ponta sente diariamente os efeitos desse abandono. O Simepe não vai aceitar que essa situação seja naturalizada e vai cobrar providências concretas para que médicos e pacientes tenham seus direitos respeitados”, afirmou o diretor do Simepe, Robson Miranda.
Para o Simepe, a situação observada nas unidades reforça a necessidade de investimentos e de uma gestão capaz de responder às demandas apresentadas pelos profissionais e pela população. A escuta ativa realizada pelo Sindicato integra o trabalho de presença junto à categoria e de acompanhamento das condições de assistência à saúde nos municípios pernambucanos. A entidade também seguirá ouvindo os médicos e médicas e atuando em defesa de condições dignas de trabalho e de uma assistência à saúde segura e de qualidade para a população de Petrolina.












