Os novos laboratórios ficam em Jaboatão dos Guararapes (Labocito), Limoeiro (Lapaclin, MultLab e Laclim), Carpina (CED), Surubim (Laboratório de Análises Clínicas de Surubim), Escada (Citomaxx), Caruaru (Incito Diagnóstico), Belo Jardim (Cecoa), Garanhuns (Laboratório Arnaldo Medeiros Junior), Arcoverde (Citolac) e Salgueiro (Centro de Prevenção de Câncer e Laboratório Sertanejo de Análises Clínicas).
Atualmente, existem 41 laboratórios cadastrados ao SUS em Pernambuco. Por ano, são realizados 504.742 exames. Com a assinatura dos novos contratos, serão feitos mais 371.472, o que representa um aumento de 73%. A medida também deve agilizar a liberação dos laudos. Ao todo, serão investidos mais de R$ 2,4 milhões para realização dos novos exames. Somados os valores da rede já contratada, o montante total sobe para R$ 5,8 milhões.
Além das unidades credenciadas, o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) também é responsável pelos exames citopatológicos cérvico-vaginal, para detecção do câncer do colo do útero. Ele atende a demanda da I Gerência Regional de Saúde (Geres) – Recife, fazendo 110 mil exames por ano.Além da unidade central, no Recife, o Lacen conta com o auxílio dos laboratórios instalados nas 11 Geres em funcionamento.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), essa doença é, após os tumores de pele e o câncer de mama, a que mais acomete as mulheres entre 20 e 49 anos do país. Só em 2010, 1.365 exames apontaram lesão grave no colo do útero, o que revela um estado já avançado da doença. No mesmo ano, contudo, foram 5.934 diagnósticos de lesão de baixo grau (que é uma lesão precursora do câncer), o que possibilita a prevenção do câncer do colo do útero. Em relação ao número de óbitos, são, em média, 250 casos por ano.
Atualmente, as estratégias principais para o controle desta doença, no Brasil, baseiam-se no rastreamento dos casos e na disponibilização de exames diagnósticos para as mulheres na faixa etária prioritária (25 a 64 anos), no tratamento adequado da doença e de lesões precursoras em 100% dos casos. Prioritariamente, a porta de entrada para essas ações é por meio das Unidades Básicas de Saúde, que fazem a coleta do material para exame, encaminhando-o para os laboratórios. Só em 2012, são esperados mais de 900 casos da doença.
Fonte: Diario de Pernambuco



