Mulheres temem diagnóstico

A pesquisa do Instituto Avon concluiu que é preciso discutir mais o tema para vencer a queda de braço contra o câncer. O estudo mostrou que o medo impede que 50% do público feminino procure um especialista para fazer a mamografia, a principal arma para o diagnóstico precoce. Hoje, 80% dos casos têm origem desconhecida. Apenas 20% se devem a fatores genéticos e hereditários. Os estudiosos sugerem que a descoberta rápida reduz em até 90% as chances de morte da doente.

No Nordeste, 88% das mulheres afirmaram que a identificação da doença na fase inicial representa mais chances de cura. Em nível nacional, esse índice é de 93%. O estudo também mostrou que somente 58% delas procuram um ginecologista ao menos uma vez por ano. No Brasil, essa proporção sobe para 71%. A análise também apontou que duas a cada dez mulheres consideram o diagnóstico uma sentença de morte.

“Atrás de cada gráfico há vidas, medos, sonhos. É preciso debater mais sobre o assunto para fazer com que as mulheres visitem os consultórios médicos e façam os exames”, comentou o sócio diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. Foi o Data Popular que fez a pesquisa, a pedido da Avon. Em 2010, outro levantamento avaliou os mitos e as verdades que cercam a doença. “Hoje, a situação é crítica, mas é possível fazer o diagnóstico precoce. É mais um passo importante no combate ao câncer de mama no país”, acrescentou o diretor executivo da Avon, Lírio Cipriano. Ontem, a atriz Luiza Brunet foi nomeada embaixadora do Instituto Avon. “Fiquei bastante emocionada com o título. Sou uma pessoa muito comprometida com a saúde da mulher. A prevenção é essencial.”

Fonte: Diario de Pernambuco

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