Um mês de atividades para combater e prevenir o câncer de mama não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Essa é a definição do Outubro Rosa, que busca alertar a população feminina não apenas sobre os perigos da doença, como também as formas de tratamento e os exames preventivos que podem e devem ser feitos todos os anos em qualquer unidade de saúde. Em Pernambuco, uma agenda de ações foi programada para contribuir com o movimento, com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e iniciativas privadas. No Estado, no período de 2005 a 2009, segundo dados do Sistema de Informações Sobre Mortalidade (SIM), a doença ocasionou 2.532 mortes.
Ainda se referindo aos dados deste tipo de câncer no estado, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o número de novos casos esperados de câncer de mama em mulheres, passou de 1.460 casos em 2003 para 2.190 em 2012. “O que nós orientamos é que os municípios realizem o rastreamento de mulheres de 50 a 69 anos, porque é a população que mais falece e mais tem esse tipo de câncer, nas Unidades Básicas de Saúde, para fazerem o exame clínico e a mamografia”, explica a coordenadora do Programa de Controle de Câncer de Mama, Rosângela Soares. A coordenadora ainda alerta que, para o restante do público feminino, que não se encontra na faixa etária de risco, é importante fazer o exame anualmente.
Em Pernambuco, oito hospitais são referência no tratamento da doença. No Recife, o Hospital das Clínicas (HC), o Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip), o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HOC), o Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP) e o Hospital Barão de Lucena. Em Caruaru, no Agreste, o Hospital Regional do Agreste. Em Garanhuns, também no Agreste, a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e, em Petrolina, no Sertão, o Hospital Dom Malan. Conforme Rosângela, ao longo do ano, o Programa de Controle de Câncer de Mama faz diversas outras atividades. “O programa tem objetivos. Dentre eles, os principais são de reduzir a morbidade e a mortalidade em decorrência da doença, introdução do exame clínico, sensibilização e capacitação de agentes comunitários de saúde, além da distribuição de materiais informativos e educativos”, declarou a coordenadora.
Fonte: Folha de Pernambuco



