Na fiscalização realizada sexta-feira (5), no Hospital Regional Belarmino Correia, em Goiana, Mata Norte do Estado, os representantes do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) constataram vários problemas que prejudicam a qualidade de assistência à população e o trabalho dos médicos no dia a dia. Um dos problemas mais graves, ou crônicos, é a carência de recursos humanos, com equipes incompletas, além do número excessivo de atendimento por profissional.
O hospital Belarmino Correia possui uma baixa resolutividade, apesar de ser considerado como referência hospitalar na Mata Norte para acidentes na BR-101, e tem em sua escala de plantão cirurgiões, ortopedistas, anestesistas, obstetras, clínicos e pediatras. Ressaltamos que essas escalas funcionam de forma incorreta na maioria das vezes. Para agravar a situação não dispõe de banco de sangue, nem possui reserva de sangue para casos emergenciais. Vale frisar que os plantonistas reclamam que fazem mais de 100 atendimentos (crianças) e 140 (adultos) durante 12 horas de trabalho. Para completar, a ambulância não dispõe de equipe capacitada/qualificada para utilização da UTI móvel, no entanto, é utilizada para atendimentos (remoções) comuns de pacientes.
O relatório geral da fiscalização das entidades médicas será apresentado nos próximos dias aos gestores estaduais, em busca de soluções que visam melhorar o trabalho da assistência médica e, sobretudo, o atendimento da população de Goiana e da Mata Norte do Estado.



