Além das vagas para medicina, o ministério anunciou a criação de outras 1.270 bolsas de residência para profissionais de saúde, como enfermeiros e fisioterapeutas. Para os cursos de residência nas duas áreas serão aplicados R$ 82,7 milhões em 2013. O ministério também defende a aplicação de uma prova nacional, que seria realizada a cada dois anos, para alunos de medicina, a fim de melhorar a avaliação da qualidade dos cursos.
A ampliação nas vagas de residência é uma das estratégias adotadas pelo ministério para tentar aumentar a oferta de médicos no País. A média brasileira é de 1,8 profissional para cada mil habitantes. Uma proporção bem menor do que a apresentada, por exemplo, na Alemanha (3,6) ou Portugal (3,9).
A expansão faz parte do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas do Pró-Residência Multiprofissional. Criado em 2011, passou a financiar bolsas para residência em medicina e outras áreas de saúde, ao lado do Ministério da Educação. Até então, apenas o MEC arcava com os custos.
A meta da Saúde é financiar 4 mil bolsas de residência médica e 3.200 bolsas multiprofissionais até 2014. As bolsas serão de R$ 2,8 mil mensais, e o ministério ainda financiará a capacitação dos preceptores supervisores de cursos e a infraestrutura para expansão ou criação de vagas de residência. A previsão é destinar R$ 80 milhões para a obras ou compra de equipamentos.
As vagas de bolsas anunciadas pelo ministério terão de passar pelo crivo do Conselho Nacional de Residência Médica.
O exame de progresso, como denominou o ministro Alexandre Padilha, seria aplicado no segundo, quarto e sexto anos do curso de medicina. O secretário de gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales, afirmou que a aplicação de provas bienais faz parte de um movimento conjunto que envolve também a expansão das vagas de medicina ocorrida recentemente.
Hoje, o estudante de medicina faz o chamado Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) no início do curso e no final, e passa todos os seis anos sem avaliação, afirma Sales.
Fonte: Jornal do Commercio



