Saúde anuncia contratação de 505 médicos

Vinte dias depois de iniciada campanha do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) em favor da abertura de concurso público na área, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou, ontem, o processo seletivo para contratação de 505 médicos de 18 especialidades. O objetivo é reforçar as escalas de plantão em 20 hospitais do Grande Recife e do interior. A maior parte dos profissionais, em torno de 60%, vai suprir a carência das unidades regionais.

De acordo com o secretário Estadual de Saúde, Antônio Carlos Figueira, o diferencial deste concurso é que cada candidato vai optar por apenas uma das 12 Gerências Regionais de Saúde. Depois de aprovado, o médico será designado para a região escolhida e não pode pedir transferência. Vamos regionalizar o concurso para evitar esvaziamentos nas unidades do interior, como acontece atualmente. Com isso, estamos mostrando que a prioridade é descentralizar o atendimento, explica. A meta é deixar a escala médica completa. As inscrições para o certame serão abertas em janeiro e o resultado deve ser divulgado em março de 2013.

Tocoginecologia e Traumato-ortopedia são as áreas com a maior oferta, com 64 vagas cada. No Grande Recife, cardiologia é a área mais carente de médicos, por isso serão destinadas 41 vagas para esses profissionais. A remuneração total dos médicos será R$ 5.995 (salário-base de R$ 3.668,94 e gratificações de R$ 2.326) por uma jornada de dois plantões de 12 horas ou um semanal de 24 horas.

Para o presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo, o concurso supre a carência do Estado, principalmente porque as vagas são efetivas. Essa seleção é resultado da pressão que a classe vem fazendo desde o início do ano, acredita.

Com a abertura do processo seletivo, algumas unidades de saúde que se encontram em situação crítica por insuficiência de profissionais, como o Hospital Agamenon Magalhães (HAM), na Zona Norte, ganharão reforço. Segundo a cardiologista e diretora do Simepe, Malu Davi, dos 18 leitos da unidade coronariana do HAM, oito estão fechados por falta de médicos para acompanhar os pacientes.

A doméstica Maria do Socorro Correia, 52, levou a mãe ao hospital no último sábado, mas voltou para casa após receber a notícia que não tinham cardiologistas de plantão no fim de semana. No outro dia, a paciente retornou à unidade, após passar por uma UPA, e está internada. O atendimento aqui está bom, mas minha mãe quase morre, porque não tinha médico, desabafa Socorro.

Fonte: JC

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