O diretor do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, médico Raílton Bezerra, rebateu ontem as críticas do secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja, e questionou a efetividade das medidas anunciadas segunda-feira pelo Estado para retirar o Huoc da crise. “Se os problemas foram gerados por minha gestão, por que o Procape, o Cisam e o Hospital das Clínicas da UFPE estão em crise?”, argumentou, associando dificuldades ao subfinanciamento dos hospitais universitários, sobretudo os estaduais, que se mantêm unicamente com verba do SUS, sem aporte estadual para sua manutenção.
“Tenho que empregar cerca de R$ 1 milhão do SUS, todo mês, para pagar a conta com os terceirizados (vigilância, limpeza, hemodiálise). Se o Estado assumisse essa despesa, poderíamos diminuir nossos problemas”, lembrou.
Bezerra diz que não adianta fazer o TCE autorizar plantões extras sem que haja recursos para pagar essa despesa. Ele também questionou a decisão de fazer concurso para médicos e seleção simplificada para técnicos de enfermagem e outros profissionais, que só posteriormente seriam substituídos por concursados. “Isso significa adiar a solução para depois entrar em colapso novamente.”
O diretor sentiu falta de técnicos administrativos, administradores e advogados no quadro de profissionais a serem contratados. “Sem esse pessoal como vamos melhorar a gestão?” Lembrou que o hospital precisa de restauração geral e ampliação urgente para garantir o seu papel na assistência e formação de médicos, enfermeiros e outros.
Fonte: JC



