Imip contesta dados de estudantes

A direção do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) questionou dados divulgados no manifesto elaborado por estudantes da Universidade de Pernambuco (UPE), para denunciar a crise no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc). O documento, entregue ao Ministério Público e à população, afirma que o governo usa de duas medidas na gestão dos hospitais públicos e cita unidades administradas pelo Imip. “As informações estão incorretas e tendenciosas. Somos uma instituição séria e com 52 anos de serviços prestados ao Estado. Conhecer os números é fundamental para mostrar a realidade dos fatos”, afirma o superintendente-geral do Imip, Gilliatt Falbo.

Ele nega que as instituições gerenciadas pelo Imip recebam três vezes mais em recursos por paciente do que outras unidades do Estado. Com base em dados oficiais, Gilliatt Falbo mostra que o custo médio do paciente por internação no Imip é de R$ 4 mil, enquanto no Oswaldo Cruz esse valor pula para quase R$ 11 mil. “Já a nossa média de internação por leito/ano é de 50 pacientes, enquanto no Huoc esse número é de 33 pacientes. Esse indicador mostra que temos produtividade muito maior com custo muito mais baixo”, compara. Ele pontua que isso é possível graças à boa gestão feita na unidade.

Outro cálculo questionado pelo superintendente é em relação ao valor dos salários pagos aos médicos plantonistas dos hospitais administrados pelo Imip. “É falsa a informação de que os vencimentos pagos a cada plantão chegam a dobrar em relação aos profissionais vinculados à UPE e à Secretaria de Saúde”, garante. Segundo o superintendente, o pagamento a mais não ultrapassa a casa dos 25%. “Assim mesmo, apenas nos Hospitais Miguel Arraes e Dom Helder Camara, onde os médicos recebem uma gratificação por deslocamento”, esclarece.

Fonte: JC

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