Hospitais Sílvio Magalhães e Pelópidas da Silveira prometem mudanças após cobranças do MPPE

Anúncios de melhorias na rede pública de saúde, por menores que sejam, merecem registros, principalmente se atendem demandas da população. São os compromissos dos hospitais Sílvio Magalhães, em Palmares, e Pelópidas da Silveira, no Recife, arrancados pelas cobranças do Ministério Público de Pernambuco. No Sílvio Magalhães, a abertura de dez leitos da UTI neonatal em março. O Pelópidas da Silveira afirma que reabrirá dez leitos de UTI, contudo sem falar em data, permanecendo no campo da promessa. Como promessa é dívida, as cobranças tendem a aumentar, incluindo a pressão para a assinatura de um termo de ajustamento de conduta entre o estado, ao qual os hospitais estão subordinados administrativamente, e o Ministério Público. O acordo seria a sinalização do governo de querer solucionar problemas não apenas no Sílvio Magalhães e no Pelópidas da Silveira, mas também no Otávio de Freitas e no Getúlio Vargas, cujas direções pretendem abrir leitos de UTI. Aberturas, segundo elas, dependentes da contratação de profissionais, um dos nós que comprometem o funcionamento de rede pública de saúde.

Pedra portuguesa

Caminhar na calçada da UPA da Imbiribeira, na Avenida Mascarenhas de Morais, é desafiante para pessoas com dificuldade de locomoção. As pedras portuguesas desaparecem de alguns pontos da calçada, que apresenta ilhotas de terra batida.

Sauna da maternidade

O bloco cirúrgico da Maternidade Barros Lima, em Casa Amarela, recebeu um apelido, segundo profissionais da área da saúde, que faz jus à realidade: “a sauna”. Dizem que o ar-condicionado do bloco está sem funcionar, aumentando o risco de infecções.

Palafitas no canal

Nas margens do canal da Rua Ribeiro Pessoa, no bairro Caxangá, vê-se o milagre da multiplicação. A multiplicação das palafitas. Elas se reproduzem no ritmo do desemprego e do crescimento das famílias, segundo moradores. E da falta de política habitacional.

Renovação negada

A dona de casa Maria de Fátima de Souza está sem entender o motivo do Grande Recife negar a renovação da carteira de livre acesso de seus dois irmãos, 56 e 59 anos e com deficiência mental. Os dois tinham a carteira desde a década passada.

Vidas de internações

O questionamento de Maria de Fátima de Souza quanto à negativa do Grande Recife faz sentido. Os dois irmãos vivem sob medicação controlada e com histórico de internações. Sem as carteiras de livre acesso nos ônibus, a família depende de caronas.

Ouvidoria urbana

Caruaru, no Agreste, será a terceira cidade pernambucana em que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) vai colher propostas de enfrentamento aos problemas urbanos. A escuta, marcada para hoje, já ocorreu no Recife e em Garanhuns e se repetirá em Petrolina.

Sinais do tempo

O relógio do prédio da Praça da Independência, onde funcionou o Diario de Pernambuco, parou. Mas a queda do reboco na fachada não. A exposição das ferragens de vigas e colunas do imóvel, do começo do século 20, cresce na velocidade das pichações.

Fonte: Diario de Pernambuco

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