Na noite desta terça-feira (20), as médicas e médicos que atuam na rede municipal de saúde de Caruaru, no Agreste, se reuniram em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), para discutirem os rumos do movimento da categoria local. No encontro que aconteceu de forma on-line, os profissionais dialogaram sobre a ausência de propostas do Governo Municipal, diante das reivindicações apresentadas pelo Simepe durante as reuniões realizadas com os gestores.
Motivados pela falta de respostas durante as negociações com a Secretaria Municipal de Saúde, que se arrastam desde maio de 2025, e seguem sem a apresentação de propostas concretas e melhorias significativas, os participantes aprovaram uma paralisação de advertência alertando a sociedade local para os problemas enfrentados.
O diretor de assistência ao associado do Simepe, Robson Miranda, destaca que a paralisação é um alerta da categoria diante da falta de respostas da gestão. “Essa paralisação de advertência é uma grita da categoria, que há tempos vem tentando dialogar e avançar nas negociações. É um movimento responsável, que busca chamar a atenção para a necessidade de respeito aos médicos e de valorização do serviço público de saúde”, afirmou Robson.
A categoria busca com o movimento a melhoria das condições de trabalho e da infraestrutura dos equipamentos de saúde, com ênfase no SAMU, nas UPAs e nas UBSs, a composição adequada das equipes de transporte, segurança para os profissionais de saúde nas UPAs e nos serviços de pronto atendimento, além da valorização da categoria, uma vez que os médicos estão há mais de um ano sem recomposição salarial.
A paralisação ficou marcada para o próximo dia 04 de fevereiro, de acordo com a aprovação em assembleia. Os atendimentos das unidades de urgência e emergência estarão garantidos à população. Uma nova reunião está agendada com a Gestão de Saúde para o dia 6 de fevereiro.


