O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), representado pela diretora Ana Beatriz Lima, realizou na noite desta quinta-feira (22/01), uma reunião on-line com médicos plantonistas do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM-UPE). O encontro teve como objetivo apresentar as respostas do diretor médico Olímpio Moraes ao ofício encaminhado pelo Simepe, que trata das necessidades urgentes da categoria naquela unidade de saúde.
Participaram da reunião a vice-presidente do Simepe, Jamilly Leite, os diretores Robson Miranda e Rodrigo Rosas, além do advogado da Defensoria Médica (DFM), Diógenes Souza.
No documento encaminhado ao sindicato, a direção médica do CISAM alegou dificuldades na captação de recursos humanos para atender às demandas existentes. Informou, ainda, que está em busca de alternativas junto à Secretaria Estadual de Saúde (SES) para tentar equacionar os problemas enfrentados pela unidade.
Durante a reunião, os médicos plantonistas relataram graves problemas nas condições de trabalho, como superlotação de pacientes, escalas desfalcadas e redução de leitos na sala de partos. Segundo os profissionais, esse cenário tem gerado sobrecarga diária, adoecimento e evasão de médicos da instituição.
Segundo eles atualmente, o serviço conta com 23 plantonistas, quando o número mínimo necessário seria 42 profissionais. Diante disso, o Simepe reforça a necessidade imediata de uma seleção simplificada em caráter emergencial, seguida da realização de concurso público, para recomposição adequada do quadro de profissionais do CISAM.
O cenário é muito preocupante! O Simepe irá solicitar, com a maior brevidade possível, reunião com as Secretarias de Saúde e de Administração do Estado, além de cobrar a atuação fiscalizatória do Cremepe e maior agilidade dos gestores do CISAM, da Universidade de Pernambuco (UPE) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco.
O sindicato seguirá acompanhando de perto as reivindicações da categoria, atuando de forma firme e responsável na defesa dos direitos dos médicos, das condições dignas de trabalho e da segurança assistencial na rede materno-infantil do estado.


