O resultado da fiscalização feita pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), a respeito do Hospital Universitário de Petrolina, no Sertão de pernambuco na última quinta-feira (13), foi divulgado na manhã desta sexta-feira (14). Para o órgão, a situação atual da unidade de saúde não apresenta benefícios para os pacientes que chegam na urgência, pela falta de insumos, materiais e profissionais médicos, como anestesistas.
Segundo o presidente do Cremepe, Silvio Rodrigues, está sendo construído um relatório que será entregue na plenária do Conselho a respeito da possibilidade de interdição ética, especificamente no bloco cirúrgico. “Falta estrutura e o hospital só não foi interditado ainda porque é o único que faz este tipo de atendimento a pacientes de até três estados. Porém há um limite, quando a unidade deixa de prestar o serviço e passa a ser prejudicial ao paciente”, disse.
Durante a fiscalização, foi registrado que muitos plantões estão acontecendo sem a presença do anestesista, profissional que tem vínculo de Pessoa Jurídica com a unidade e, segundo o Cremepe, está trabalhando sem contrato com o HU. Ainda foram identificadas a falta de soro fisiológico, gaze e medicamentos importantes, tanto para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) como para as urgências. Aparelhos de oxigênio, capinógrafo (usado em cirurgias para registrar a pressão arterial) e de monitoração estão sendo compartilhados pelos pacientes, por insuficiência quantitativa, de acordo com o levantamento feito pelo Conselho.
Além da interdição parcial, Silvio Rodrigues afirma sobre a possibilidade de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com os itens que precisam ser corrigidos. Na próxima quinta-feira (20), o Cremepe voltará à Petrolina para uma audiência com o Ministério Público Federal (MPF) para apresentar o relatório.
Fonte: G1



