15 anos dedicados a curar e salvar vidas

Hoje, o Centro de Transplantes de Fígado do Hospital Universitário Oswaldo Cruz Huoc), em parceria com o hospital Jayme da Fonte, completa 15 anos de existência. O evento será comemorado no pavilhão Amaury de Medeiros e marcado por homenagens. O transplante de fígado é a mais complexa das intervenções cirúrgicas, e quando foi pensado um espaço especializado para essas operações no estado, o projeto foi tratado como uma topia, alegando que Pernambuco não tinha condições de suportar uma central ão grande. Ao todo, o programa já transplantou 831 fígados para novas pessoas. Essa grande quantidade fez a unidade tornar-se referência e transplantes do Norte e Nordeste. Por mês, cerca de dez ovos pacientes recebem um ovo fígado. Mais de 200 consultas semanais são realizadas. Há cerca de três anos, ais de 100 são transplantados anualmente. Esse volume á a dimensão da grande quantidade de vidas que são alvas. Pessoas de outros estados do Brasil procuram o Houc para realizar as cirurgias. “Muitas delas são pobres se tornam mais ainda, por causa da doença. É um mal capacitante”, disse o médio e chefe do programa, Cláudio Lacerda, sobre o perfil dos acidentes que procuram o Oswaldo Cruz. Clidenor Lima, 43, foi transplantado há pouco mais de ois anos e estava no Houc ara as festividades em comemoração aos 15 anos do entro de transplantes. Morador da cidade de Patos, na Paraíba, Clidenor conta que icou 2 anos na espera por um ovo fígado. Teve perda total o órgão devido à cirrose alcoólica, que o deixou depressivo durante todo o empo de espera na fila. “Eu horava porque estava em ima de uma cama, mas nunca perdi a esperança”, contou Clidenor. O Houc, atualmente, não é penas um lugar de transplantes, é um ambiente de humanização. “Não basta cuidar do fígado, temos que cuidar da pessoa humana”, disse Cláudio Lacerda. Por isso, uma parceria de médicos e outros voluntários criou a Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (Apaf), com sede dentro do Hospital. A associação tem uma casa de apoio que ampara as pessoas carentes que não moram na Região Metropolitana do Recife (RMR). O pré-requisito para ficar no local é estar transplantado ou muito próximo de realizar o cirurgia. Localizada em frente ao Oswaldo Cruz, a casa comporta dez pacientes, com direito a um acompanhante cada, fornecendo estadia e alimentação durante o processo de consulta e tratamento. “Temos um trabalho de mudança das pessoas”, afirmou a diretora executiva da Apaf, Nailda Valença. Por se tratar de uma associação voluntária, o órgão sobrevive de doações. Médicos, voluntários da organização, ex pacientes e até mesmo amigos e familiares dos voluntários atuam em prol dos transplantados. Dinheiro, cestas básicas e até novos voluntariados são bem vindos para a associação. “Realizamos bazares, recebemos doação, fazemos artesanato e vendemos tudo o que nos dão”, disse Nailda.

Fonte: Folha de Pernambuco

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