Reduzir a recusa familiar em doar os órgãos de parentes diagnosticados com morte cefálica continua sendo o maior desafio da rede de saúde e Pernambuco para dar celeridade à fila de espera. Hoje essa negativa chega a 56%. Isso significa que de cada dez famílias, seis dizem não à doação. Esse panorama coloca o stado com uma média de 14 oadores por ummilhão de haitantes. O volume é bem inerior ao estado de Santa Caarina, por exemplo, que detém recorde de doadores nacioais, com 32,6 para cada mihão de habitantes. Estratégias ara melhorar o desempenho e Pernambuco no cenário de ransplantes voltarama ser disutidas, ontem, durante a aberura da Semana Estadual de Inentivo à Doação de Órgãos. ntre asmetas está reduzir a reusa para 40% e subir a razão e doadores para 16. “Neste ano foram 173 notifiações de morte encefálica e janeiro a abril. Mais da metade delas poderiam ter sido revertidas em doação, mas só conseguimos 45. Outras 43 famílias disseram não”, comentou a coordenadora da Central de Transplantes do Estado Noemy Gomes. Ela contou que a maioria dos parentes que opta por não doar faz isso por falta de informação sobre o que é a morte encefálica e por ainda acreditar que receberá o corpo do familiar emmás condições. Para isso, é necessário reforçar o acolhimento familiar nos hospitais. De janeiro a abril deste ano, foram realizados 367 transplantes no Estado. No mesmo período de 2014 foram 419. A queda de 12,41% no número geral ocorreu porque os transplantes de córneamuitas vezes não vão parar nem na fila e acontecem em menos de 30 dias. Já os transplantes de coração tiveram aumento de 200%entre 2014 e 2105. O de fígado subiu 19%e o de rim11%. Quemconseguiu sair da fila comemora. “Agradeço pelo gesto de amor da família do doador”, ressaltou Sayonara Barros.
Fonte: Folha de Pernambuco



