A Maternidade Prof. Barros Lima onde funciona um dos principais serviços de referência da rede materno –infantil do Recife reflete bem a realidade das maternidades em Pernambuco. O plantão da noite da quarta-feira(05) aconteceu de maneira calamitosa. Gestantes em trabalho de parto em pé, pacientes e acompanhantes sem acomodações, falta de medicamentos, 27 gestantes para sete leitos, nem as macas e poltronas foram suficientes para acomodar as pacientes, faltou até roupa cirúrgica para os profissionais. É nesse cenário de superlotação, falta de leitos, déficit de profissionais e escassez de materiais que pacientes são assistidos e profissionais atuam em condições desumanas. Essa situação parece piorar a cada dia.

Os relatos deste plantão chegaram ao conhecimento do Sindicato dos Médicos e do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco e hoje (06), representantes das entidades médicas estiveram na maternidade constatando a gravidade da situação e cobraram soluções urgentes da direção da unidade de saúde. As salas de pré-parto, de medicação e os corredores acomodam gestantes e puérperas, todas acompanhadas.

Não é de hoje que as entidades médicas cobram soluções aos gestores. As equipes estão desfalcadas, seja nos plantões ou na diária. Não há realização de concursos públicos, ou nomeações dos concursados anteriormente. O caos do caos. A ‘culpa’ geralmente recai sobre o profissional médico, que é tão vítima do sistema quanto as parturientes e seus recém-nascidos.

Fonte: NE10

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