BRASÍLIA (ABr) – Até 2015, serão criadas 35 mil vagas para médicos no Sistema Único de Saúde (SUS), informou ontem o Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, os postos serão abertos com investimentos da própria pasta federal. O número pode crescer com as verbas na área aplicadas pelos estados e municípios para ampliar a rede de atendimento.
Para preencher as vagas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que é preciso formar mais médicos no País e também citou a contratação de médicos estrangeiros como alternativa. “O Brasil precisa de mais médicos, e mais médicos especialistas como pediatras, psiquiatras, anestesiologistas”, disse, durante coletiva de Imprensa.
O ministro reforçou que, mesmo assim, será preciso contratar médicos estrangeiros para suprir a demanda por profissionais. “O Brasil precisa formar mais médicos e formar mais especialistas. Isso demora sete, oito anos, enquanto isso precisamos atrair médicos estrangeiros. O edital que estamos construindo chama médicos brasileiros e as vagas que eles não preencherem vamos chamar os estrangeiros”, explicou. O gestor anunciou ainda a abertura de 12 mil vagas de residência médica até 2017, em todas as especialidades. A medida visa a ampliar o número de especialistas e zerar o deficit da residência médica em relação ao número de formados em medicina. As primeiras quatro mil vagas serão criadas até 2015.
A ampliação iguala o número de vagas de residência médica ao de postos na graduação. Na residência, o profissional se especializa em uma área médica como, por exemplo, cardiologia e pediatria. “A meta é chegar em 2018 com perspectiva de uma vaga de residência para cada médico formado no Brasil”, disse o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales.
Padilha divulgou também um balanço do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que estimula a ida de médicos para o interior do Brasil e tem, atualmente, 3,5 mil profissionais atuando na atenção básica à saúde.
O programa destinou 39% dos profissionais para a periferia das capitais e regiões metropolitanas, 28% para zonas rurais e com índices de pobreza intermediária e elevada, 10% para municípios com mais de 100 mil habitantes e 22% para a periferia de cidades do interior de porte médio. O Provab terá uma nova chamada para mil enfermeiros e 500 dentistas. No caso dos enfermeiros, a prioridade será para capitais e regiões metropolitanas com população superior a 100 mil habitantes. No caso dos dentistas, a prioridade será as áreas com níveis de pobreza intermediária e elevada e com população na zona rural.
Essas medidas integram o conjunto de ações do ministério para melhorar a saúde pública no país e fazem parte do pacto anunciado ontem (24) pela presidenta Dilma Rousseff em resposta às reivindicações surgidas nas manifestações nos últimos dias.
Fonte: Folha de Pernambuco



