
A persistência e disposição das entidades médicas de Pernambuco (Simepe e Cremepe), contrárias a MP 568/2012 que corta em 50% os salários dos médicos servidores federais surtiram efeitos nesta terça-feira (12/06) em Brasília. Depois do adiamento da leitura do relatório na Comissão Especial Mista Senado/Câmara Mista, através do senador Eduardo Braga, para tarde desta quarta-feira (13/06), os médicos pernambucanos foram à luta em visita aos gabinetes de parlamentares. Ao final da tarde foram recebidos pelo deputado federal, Luiz Henrique Mandeta, presidente da Comissão de Seguridade Social e Família que está liderando a negociação no Congresso Nacional para evitar a redução dos salários dos médicos, além da opção da jornada de trabalho dos profissionais, bem como o valor do adicional de insalubridade.
Os representantes do Simepe e Cremepe conversaram com o parlamentar, por quase uma hora, e em seguida receberam uma nova versão (minuta) da proposta do Governo Federal, para ser analisada e discutida entre os médicos que permaneceram na capital federal. Pela manhã, o senador Eduardo Braga e líder do governo reuniu-se com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para discutir as alterações. “O Ministério do Planejamento reconhece que teve um erro na medida provisória. Nós vamos corrigir o erro”, disse a ministra, ao deixar o Congresso. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) disse que vai apresentar emenda ao texto da Medida Provisória (MP) 568/2012 que reajusta o salário dos servidores públicos federais, corrigindo problema na estrutura de remuneração dos profissionais de saúde..
PEDIDO DE TEMPO PARA AVALIAÇÃO
O deputado Mandetta disse que, o pedido de tempo por 24h era fundamental, porque o Governo reconheceu o erro em relação ao texto original da MP 568/2012. “Não poderíamos permitir que essa medida fosse aprovada. Isso é mutilar os salários dos médicos do serviço público federal”, acrescentou ele destacando a participação das entidades médicas, com o apoio dos sindicatos, no processo de mobilização junto aos parlamentares federais. Mandeta ressaltou, ainda, que o ponto mais importante é a criação de uma tabela de remuneração exclusiva para os médicos, desmembrando das demais categorias do setor. Mas, é preciso analisar com tranquilidade o novo texto do relator.
Para o presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo, a decisão de permanecer em Brasília e acompanhar os desdobramentos nesta quarta-feira (13/06) foi discutida com a representação pernambucana com o objetivo principal de manter a pressão sindical em alta, buscando a surpressão de todos os dispositivos da MP 568 que prejudicariam os médicos servidores federais. “Acreditamos que a presença da categoria no Congresso Nacional ao lado entidades médicas nacionais apresentou resultados positivos. Vamos participar da reunião da quarta (13), às 14h, da comissão especial do Congresso que avalia a constitucionalidade e admissibilidade da medida provisória antes da tramitação na Câmara e do Senado. O importante é manter o foco e posicionamento da categoria”, observou.
Nesta quarta-feira (13), às 19h30, os médicos servidores federais participam de Assembleia Geral, coordenada pelo Simepe, no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), rua Oswaldo Cruz, 393 – Boa Vista/Recife.
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BRASÍLIA | Mário Jorge Lobo fala sobre a vista a Câmara dos Deputados.



