Aproximadamente 15 mil pessoas ficaram sem atendimento hospitalar em Pernambuco ontem. Os 14 hospitais filantrópicos do Estado aderiram à paralisação dos procedimentos eletivos (não urgentes), como cirurgias de baixa complexidade, consultas e exames, promovida pelo Movimento Tabela SUS – Reajuste Já, que visa alertar a população e o governo para a crise financeira enfrentada pelas instituições. Atualmente, 60% dos custos dos serviços são repassados às instituições beneficentes e o restante é coberto por uma dívida que ultrapassa os R$ 12 bilhões em todo o País. A defasagem também provoca precariedade do atendimento. De acordo com o superintendente-executivo da Santa Casa de Pernambuco, Fernando Costa, se nada for feito com urgência, a dívida pode chegar a R$ 17 bilhões até o fim do ano.
“Queremos um reajuste de 100% no repasse das verbas. Há duas semanas, O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reconhece o abismo que existe entre o valor pago e o custo do atendimento, mas disse que não há recursos para mudar a situação e não apresentou contraproposta”, afirmou o presidente da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Pernambuco, Paulo Magnus.
O Hospital Santo Amaro/Santa Casa funciona só com recursos do SUS e faz de 700 a mil exames, consultas e cirurgias pequenas por mês. Severina Francisca da Silva, 65, não sabe o que fará caso a unidade suspenda as atividades. “Venho aqui há cinco anos e sempre sou bem atendida. Nem imagino a quantidade de gente prejudicada, se ele fechar.”
Os pacientes que tinham consultas, exames ou cirurgias marcadas para ontem devem procurar, a partir de hoje, os hospitais para fazer o reagendamento dos procedimentos.
Fonte: Jornal do Commercio



