Representantes do Distrito Sanitário Indígena de Pernambuco e das Secretarias de Saúde do Estado e de Pesqueira estarão reunidos nesta sexta (8/01), no município, para discutir o adoecimento e morte da índia Danielle Marques de Santana, de 17 anos, como também se houve falha na assistência prestada à adolescente. Ela chegou a ser considerada caso suspeito de dengue num primeiro atendimento em Pesqueira, no Hospital Municipal Lídio Paraíba, em 20 de dezembro, e oito dias depois foi internada em estado grave na UTI do Hospital da Restauração, no Recife, com infecção bacteriana e paralisia sugestiva da síndrome de Guillain-Barré. Morreu quarta-feira (6/01), com infecção generalizada.A causa básica, no entanto, não está esclarecida. A Secretaria Estadual de Saúde adiantou na quinta-feira que serão ouvidos familiares e observados os prontuários de Danielle no Lídio Paraíba, Hospital Mestre Vitalino, de Caruaru, para onde ela foi transferida no dia 27, e na Restauração, onde permaneceu de 28 de dezembro a 6 de janeiro na UTI.
Na quinta (7/01), a neurologista Lúcia Brito, do HR, esclareceu que a síndrome de Guillain-Barré, embora esteja entre as hipóteses, tornou-se menos provável em razão de parâmetros laboratoriais mais compatíveis com infecção bacteriana. Ela observa que é precipitado no momento indicar a causa básica da doença de Danielle. A jovem tinha infecção pulmonar e urinária, além de paralisia flácida. No HR recebeu imunoglobulina e antibióticos. Foi encaminhada até lá pelo Hospital Mestre Vitalino, de Caruaru. Claudenice Pontes, coordenadora de combate à dengue da Secretaria Estadual de Saúde, afirmou que estão sendo feitos testes para tentar detectar dengue, zika ou chicungunha, além de outras doenças.
O Distrito Sanitário Indígena informou que a adolescente não esteve em serviços de saúde das aldeias nos últimos seis meses. Ao adoecer em dezembro, Danielle procurou a emergência do Hospital Lídio Paraíba, em Pesqueira. José Severiano Cavalcanti, da coordenação médica da unidade, conta que a garota chegou com febre, vômito, dores de cabeça e abdominais. A primeira suspeita foi dengue, mas, após exames laboratoriais, passou a ser de infecção bacteriana no abdome. “Ela ficou internada, recebeu antibiótico. Como não apresentou melhora foi transferida no dia 27 ao Mestre Vitalino”, explicou.
Fonte: Jornal do Commercio



