Subiu para 12 os óbitos por microcefalia investigados em Pernambuco. Mais três casos – sendo um do Recife, um de São Caitano e um de Ipubi – foram notificados. Oito são de bebês natimortos e quatro de crianças que morreram após o nascimento.
O estado tem 1.373 casos de microcefalia notificados, dos quais 530 atendem aos critérios da Organização Mundial de Saúde e 138 estão confirmados em exames de imagem. Isso representa um crescimento de 5% nos registros totais.
A última semana epidemiológica, entretanto, registrou o menor número de notificações desde o intervalo entre os dias 11 e 17 de outubro de 2015. Por outro lado, cresceu em 35% a quantidade de grávidas com manchas vermelhas pelo corpo. São 792 casos em 84 municípios, metade dos territórios pernambucanos. As cidades mais incidentes são Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão.
Ontem, o estado do Espírito Santo firmou parceria com a Fiocruz Pernambuco para que os laboratórios locais analisem também mosquitos do tipo Aedes e Culex (muriçocas) e verifique o potencial deles de serem vetores do zika. Um estudo do Senegal, de 2014, mostra que o zika foi isolado em quatro gêneros diferentes de mosquitos. Um tipo de Culex diferente do que circula no estado apresentou, inclusive, uma taxa de infecção 11 vezes maior que o Aedes aegypti para zika.
A pesquisa pernambucana visa ainda identificar também se o mosquito consegue transmitir o vírus zika e chikungunya de “mãe” para “filho”, como acontece com dengue. “Estamos coletando mosquitos em campo, em parceria com a secretaria de saúde. Queremos saber também se existem cepas diferentes do zika. O vírus pode ter sofrido mutação. Nossa hipótese é de que ele está se replicando mais rápido dentro do mosquito”, explicou a pesquisadora Constância Ayres.
Fonte: Diario de Pernambuco



