A Pastoral da Saúde decidiu se posicionar contra o uso de larvicidas químicos na água. Grupo emitiu nota nesta segunda-feira (15) sobre o assunto e pretende se reunir com o entidades da sociedade civil para debater sobre o tema no próximo dia 22 de fevereiro, em Recife. O Ministério Público Estadual e Federal, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também foram convidados para o encontro.
Apesar desse posicionamento, a Pastoral da Saúde destaca que não associa o produto Pyriproxyfen com os casos de microcefalia. A decisão contrária ao larvicida químico toma como base a ineficácia da estratégia e no fato de ser um veneno colocado na água que pode ser consumida pela população. A reunião da pastoral ocorreu no último sábado (13).
Conforme a publicação, o setor da Igreja Católica considerou que “o município do Recife possui o maior número de casos de microcefalia associada ao zika vírus e nunca utilizou o Pyriproxyfen, introduzido no Brasil em 2014 e que usa larvicidas biológicos (BTI), não podendo, assim, se associar sem pesquisas sérias a ligação entre o inseticida e a microcefalia”. A pastoral solicita “que a OMS, que aprovou os estudos do larvicida químico, precisa disponibilizar para a opinião pública internacional como se deu tais pesquisas, quais metodologias e custos”, afirma nota.
Fonte: Folha de Pernambuco



