Na Rua Professor João Rodrigues, Encruzilhada, seis casas que tiveram telhas, portas e janelas removidas se tornaram fonte de preocupação em relação a possíveis focos do Aedes aegypti. As residências foram parcialmente demolidas, mas as obras pararam. Com o registro de casos de arboviroses, a população está com medo.
O engenheiro João Cabral, 62 anos, está doente há seis dias. Sente inchaço, dores e moleza no corpo. “Essas casas foram abandonadas antes de serem demolidas totalmente. Só servem para acumular focos”, reclama.
Na rua vizinha, Euclides Fonseca, os moradores também estão preocupados, não só com as casas da João Rodrigues, mas também com o lixo acumulado. A dona de casa Maria de Fátima Ribeiro, de 56 anos, adoeceu no carnaval. Sua irmã também está enferma. “Minha mãe tem 86 anos. Temos medo que ela fique doente. Mandamos ela para a casa da minha outra irmã no Espinheiro” contou Fátima.
A gerente de endemias, Lilian Gominho, responsável pelo Distrito Sanitário II, informou que a Vigilância Sanitária está em processo de documentação para entrar em residências abandonadas. “Já entramos em contato com a construtora responsável por alguns desses imóveis. Os que não conseguimos contato, estamos documentando para entrar através da Justiça.”
A construtora Queiroz Galvão informou que é proprietária de alguns imóveis desabitados na rua, mas não todos. Acrescentou que em janeiro foi realizada limpeza, mas que, “comprometida e preocupada com a saúde pública e, principalmente, no combate a epidemia”, vai encaminhar uma equipe técnica para o local hoje, para verificar a situação.
Fonte: Diario de Pernambuco



