Preocupado com o aumento do número de casos de doenças associadas ao mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue, zika e chikungunya, e com a redução do número de doações de sangue nos hemocentros do Estado, o Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, realiza uma palestra nesta quarta-feira. O objetivo é esclarecer sobre a decisão de doar sangue nesse período de epidemia.
Voltada para acompanhantes de pacientes internados na unidade de saúde, a palestra está marcada para as 11h. Quem teve uma dessas doenças deve estar atento se quiser doar sangue. O Ministério da Saúde adotou medidas mais rigorosas para reforçar a triagem de novos doadores e o monitoramento dos antigos nos hemocentros do país. Quem teve diagnóstico de doenças associadas ao Aedes Aegypti é considerado inapto a doar sangue por um período de 30 dias após a recuperação clínica total; no caso de dengue hemorrágica, após seis meses. Os doadores devem ser instruídos para comunicar ao serviço de hemoterapia qualquer sinal ou sintoma do processo infeccioso, como febre ou diarréia, até sete dias após a doação de sangue.
A coordenadora da Agência Transfusional do HMA, Gilma Cunha, informou que está havendo um maior rigor na triagem, com entrevista clínica e levantamento do histórico do possível doador. Na entrevista, o candidato responde a perguntas que podem levar à identificação de qualquer das doenças associadas ao vírus, como febre, coceira e manchas no corpo, além de diarréia, vômito e dores musculares e nas articulações.
De acordo com Gilma Cunha, coordenadora da Agência Transfusional do HMA, não se deve deixar de doar sangue. O que é necessário é observar sintomas e prazos de recuperação da doença. “É importante que as pessoas entendam que todos os esforços estão sendo feitos para combater o mosquito. Enquanto isso, devemos continuar solidários com aqueles que precisam de nós, que precisam das doações de sangue para continuar sobrevivendo”, alerta Gilma.
O HMA possui uma Agência Transfusional responsável por armazenar sangue e seus derivados, realizar exames pré-transfusionais, liberar e transportar o sangue para os setores do hospital. Além disso, a Agência capta doadores para o Hemope. Porém, o hemocentro vem sofrendo com a baixa nos estoques provocada pelo grande número de doadores infectados pelo mosquito Aedes Aegypti.
Fonte: Diario de Pernambuco



