Em dois meses, mais de 34 mil casos suspeitos

Já chega a 34.876 o número de notificações de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em Pernambuco, entre os dias 3 de janeiro e 27 de fevereiro. Segundo boletim divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), somente os casos de dengue (são 25.054 notificações) representam um aumento de 155,50% em relação ao mesmo período do ano passado, quando contabilizados 9.806 casos suspeitos e confirmados 4.999. O número de óbitos notificados por dengue teve um aumento de mais de 800%, no período, passando de sete para 64. Todos ainda estão sob investigação. Dos sete casos de 2015, um foi confirmado.

O boletim ainda registra 6.076 casos de chicungunha (222 confirmados, 362 descartados e uma morte em investigação) e 3.746 de zika vírus (ainda sem nenhuma confirmação). Entre as notificações de dengue, há 3.339 confirmadas e 79 que tiveram agravamento, a exemplo da dengue hemorrágica.

“Os números avançam, apesar de todas as ações que vêm sendo realizadas. Todo mundo tem conhecimento de como combater o mosquito, mas falta atitude. O cidadão precisa internalizar essa necessidade e o poder público, manter e fortalecer os esforços”, avalia o diretor-geral de Controle de Doenças e Agravos da SES, George Dimech.

O gestor salienta que, conforme especialistas, 70% dos casos de dengue, zika e chicungunha dificilmente são diferenciados. “Os sintomas são muito parecidos, alguns nem apresentam sintomas. É importante que os profissionais utilizem os guias de manejo clínico do Ministério da Saúde, a fim de identificar melhor sinais que indiquem a necessidade de o paciente receber cuidados especiais”, observa. “Não há capacidade laboratorial para se identificar os casos um a um, isso é feito por investigação epidemiológica e sinais clínicos.” No boletim da semana passada, a SES divulgou 12.815 notificações de dengue, 2.656 de chicungunha e 3.376 de zika.

MICROCEFALIA

Os casos de microcefalia também apresentaram aumento. Já são 1.672 notificações, entre 1º de agosto de 2015 até 27 de fevereiro – 71 a mais do que divulgado na semana passada. Desse total, 649 (38,8%) atendem aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), que identifica a malformação em bebês com perímetro cefálico igual ou menor que 32 centímetros.

Ao todo, 215 casos foram confirmados, por meio de tomografia, e 225, descartados. “A tendência é os descartes crescerem, os casos prováveis têm apresentado perímetro cefálico entre 29,7 e 31,7 centímetros”, salienta George. Também foram registrados 14 bebês natimortos e oito que morreram ao nascer, mas nenhum teve microcefalia como causa básica de morte.

Foram confirmados 67 casos de microcefalia relacionados ao zika por detecção do anticorpo IgM no líquido cefalorraquidiano (da medula) e outros 16 testes realizados pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz deram negativo. Os reagentes foram fornecidos pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC). Também há 2.310 notificações de gestantes com manchas vermelhas (exantemas), entre 2 de dezembro e 27 passado, das quais 15 apresentaram confirmação de microcefalia intraútero.

Fonte: Jornal do Commercio

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