Microcefalia, só o primeiro desafio

Um vírus que, como declarou direção da Organização Mundial da Saúde em fevereiro, durante visita ao Brasil, é “cheio e surpresas”. Quando teve a presença no País constatada por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, em abril de 2015, o zika era apontado como brando em relação outros vírus transmitidos pelo edes aegypti, como o da dengue. Como aumento explosivo as notificações de microcefalia, a partir do segundo semestre, assumiu a condição de grande vilão. Mas a percepção os danos ainda está em construção à medida que cada mãe chega aos consultórios médicos ara avaliação de seus bebês. em po que mostra que a mal formação cefálica é só a manifestação mais evidente da hamada Síndrome Congênita o Zika, mas não a única. omo a ponta de um iceberg, s estragos do vírus escondem desafios ainda mais dramáticos. A lista de complicações assusta. Há pacientes que apresentam danos oftalmológicos, auditivos, nos membros superiores e inferiores, hidrocefalia acúmulo de líquido no cérebro), atrofias, calcificações no ecido cerebral, problemas que, embora previstos no momento em que há o diagnóstico, vão se revelando à medida que o bebê vai ganhando meses de vida. “São casos em que nos deparamos com lesões que não ficam restritas ao perímetro cefálico diminuído, mas que se estendem aos tecidos nervosos. A microcefalia aparece como carro-chefe. A condição é confirmada por exames. O que é diferente é a vivência. Não posso dizer que um recém-nascido com microcefalia não vai andar até que chegue a época em que ele ande. Há percepções que vão ocorrendo aos poucos”, explica a neurocirurgiã Alba Batista, do Hospital Pedro I, de Campina Grande (PB). O clínico geral e consultor do Ministério da Saúde Carlos Brito explica que é natural que outros danos passem a ser percebidos à medida que os pacientes vão tendo novas necessidades. “No começo da vida, muitas funções das crianças são mais primitivas. Depois, se tornam mais complexas. Por isso, a necessidade de estímulos precoces. Mastigar e engolir, por exemplo, dependem de um cérebro bem formado. É um processo que vai sendo notado. A microcefalia é só a principal manifestação da síndrome”, exemplifica, lembrando que o zika também vem sendo associado a danos neurológicos em adultos, como a Síndrome de Guillain-Barré. Ontem, durante lançamento de uma campanha de combate ao Aedes no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Saúde, Marcelo Castro,disseque, embora a dengue tenha matado 863 pessoas em 2015, o zika “é o mais perigoso” por conta de seus efeitos incapacitantes. “O zika é muito mais devastador”, afirmou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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