Mais um app contra o aedes

Sabe aquele foco do mosquito Aedes aegypti que você quer denunciar à prefeitura e encontra dificuldades? Ou aquele buraco enorme na sua rua que nunca é tapado? A fim de facilitar a chegada dessas demandas à gestão municipal e agilizar soluções, o Recife aderiu, ontem, à plataforma Colab.re, ferramenta de participação social por meio da qual o cidadão registra sua informação, reclamação ou sugestão e a prefeitura se compromete a respondê-la por meio do órgão competente. O serviço – que entrará em funcionamento em até dois meses – foi contratado, por termo de inexigibilidade, ao custo de R$ 498 mil por um ano.

“Primeiro vamos fazer o mapeamento da estrutura da prefeitura e treinar os responsáveis técnicos para lidar com a plataforma. Assim que ela estiver disponível, é só se cadastrar via Facebook ou por e-mail e registrar a demanda. Ela será encaminhada ao responsável para providências. Com isso, a gente traz a participação da população e ajuda a prefeitura a ser mais eficiente”, explica Gustavo Maia, cofundador do Colab. “Hoje temos dez mil usuários no Recife, número que deve crescer.”

A plataforma nasceu no Recife, há três anos, e já possui aproximadamente 100 prefeituras de todo o Brasil cadastradas. Ela pode ser utilizada em celulares com sistema Android, IOS ou através do site www.colab.re. “O diferencial da ferramenta é a transparência”, salienta Gustavo. As postagens (que contêm foto, local do fato e link) são visualizadas por todos, inclusive os comentários, curtidas e resposta do município. Conforme a prefeitura, uma equipe estará conectada para acompanhar as demandas em tempo real.

“O tempo de resposta varia. Temos clientes com 70% de taxa de resolução em três meses”, informa Gustavo. “A prefeitura tem as estatísticas em tempo real, mas também forneceremos relatórios para ações específicas, como mutirões de bairros”, esclarece Gustavo. Ele adianta que a prefeitura também poderá utilizar o Colab para fazer consultas à população, antes de implementar algumas ações, como mudanças no trânsito.

O combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chicungunha é prioridade da plataforma. O secretário de Saúde, Jailson Correia, acredita que uma das maiores demandas a surgir pode ser a de informações sobre imóveis fechados. “Já temos várias formas de comunicação (a direta nas comunidades, as redes sociais, ouvidoria), mas o Colab é um canal bilateral, é dinâmico e vai nos ajudar a dar uma resposta mais precisa”, afirma. O gestor diz que um aumento de demanda não assusta. “Se o problema for real, é importante conhecermos e fazermos nosso planejamento conforme nossa capacidade.”

“A plataforma nasceu por iniciativa da própria sociedade em querer participar e influenciar na administração pública. É importante que a gestão pública esteja sintonizada com a sociedade”, destacou o prefeito Geraldo Julio ao assinar o termo de adesão.

CONTRATO

Por meio de sua assessoria de imprensa, A Secretaria de Planejamento e Gestão informou que o Colab foi contratado por termo de inexigibilidade por ser a única empresa que presta esse serviço. Segundo o órgão, os recursos previstos incluem contratação da plataforma, treinamento e gerenciamento da informação, com mapeamento quantitativo e qualitativo.

Fonte: Jornal do Commercio

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