Vítima de Guillain-Barré morre após batalha

Depois de um ano e meio internado, chegou ao fim na madrugada de ontem a luta do vendedor Cristiano Santos, 40 anos, vítima da Síndrome de Guillain-Barré (SGB), processo infeccioso associado ao vírus da zika. Cristiano foi internado no final de 2014 com sintomas de dengue e, em 12 de janeiro de 2015 descobriu a infecção e foi levado à UTI do Hospital Esperança, onde faleceu ao lado do seu companheiro de 18 anos, o jornalista Miguel Rios, 47. Em Pernambuco, a Síndrome de Guillain-Barré ainda não tem notificação compulsóra. A Secretaria de Saúde está trabalhando em um protocolo para o registro da doença. Por enquanto, os dados são coletados no Hospital da Restauração (HR), referência no tratamento da síndrome.

De acordo com o HR, em 2015 Pernambuco registrou 150 pacientes com complicações neurológicas no hospital, dos quais nove morreram. Desses, 99 foram revisados pelos médicos e 55 confirmaram Síndrome de Guillain-Barré. Seis confirmaram a relação com o zika, outros nove com dengue. Os outros confirmaram doenças neurológicas como encefalomielite disseminada aguda e mielite.

A história de Cristiano foi acompanhada pelo Diario, a partir do relado do companheiro dele. Miguel Rios despertou uma rede internacional de solidariedade a Cristiano por meio de postagens com a hashtag #HistóriasdeUTI. Amigos e familiares, além de pessoas que não conheciam os dois pessoalmente passaram a acompanhar a situação do vendedor e torcer por sua recuperação. Velório e enterro de Cristiano Santos foram realizados ontem no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.

Na última segunda-feira, Miguel postou um texto na sua página do Facebook onde relatou que Cristiano estava inquieto pela situação em que se encontrava. “Seu rosto carregava uma nítida expressão de descontentamento, de tristeza, de pouca esperança em uma situação melhor”, disse na postagem.

Fonte: Diario de Pernambuco

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