Hospital abre dia 9 só para exames e ambulatório

Depois de três anos de obra e de duas datas de inauguração remarcadas, o Hospital da Mulher do Recife começa a funcionar em 9 de maio deste ano. Mas apenas parte dos serviços anunciados estará disponível. A unidade abrirá ao público, inicialmente, para exames de imagem (ultrassonografia, ressonância magnética, tomografia) e atendimentos ambulatoriais. Só em junho ou julho terá início a realização de partos.

Localizado às margens da BR-101 Sul, no Curado, bairro da Zona Oeste, o prédio foi batizado Hospital da Mulher Doutora Mercês Pontes Cunha, numa homenagem à médica que implantou o Serviço de Prevenção do Câncer do Colo Uterino do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, em 1957. Mercês Pontes era alagoana, estudou e viveu no Recife, onde morreu em 2000.

A unidade especializada na assistência materno-infantil, construída pela Prefeitura do Recife, será administrada pelo Hospital de Câncer de Pernambuco, vencedor da licitação. O contrato de gestão, assinado na manhã de ontem em evento no auditório do Hospital da Mulher, terá dois anos de validade e pode ser renovado. Antes da solenidade, a prefeitura apresentou as dependências do prédio e os primeiros equipamentos instalados.

Uma das salas ganhou banheira para realização de parto humanizado, apontado pelo prefeito Geraldo Julio como um dos diferenciais do hospital. Ele também destacou a Casa da Mãe, com 20 leitos, projetada para acolher as mulheres que acompanham bebês internados, além do setor de atendimento às vítimas de violência sexual, com apoio psicológico e realização de exames.

“Esse é um momento de muita fragilidade para a mulher, vamos oferecer a elas um local mais humanizado para a realização de exames”, declara Geraldo Julio. Segundo ele, o nov0 prédio ampliará em quase 30% a capacidade de realização de partos pela rede municipal de Saúde. “Seremos referência do SUS na atenção integral às mulheres.”

Superintendente-geral do Hospital de Câncer de Pernambuco, Hélio Fonseca informa que os serviços oferecidos pelo Hospital da Mulher serão implantados gradualmente ao longo deste ano. O prédio custou R$ 114 milhões – recursos dos governos federal (37%), estadual (25%) e municipal (38%) para obra, equipamentos e mobiliário – ocupa um terreno de 13 mil metros quadrados e tem capacidade para realizar 400 partos e 250 cirurgias por mês.

A expectativa é fazer, por mês, 2.680 ultrassonografias, 4 mil exames de raio-X, 1.320 mamografias e 10 mil atendimentos ambulatoriais de pré-natal de alto risco, assistência ao parto e puerpério, atendimento em diversas sub especialidades e assistência à população LGBTT (lésbicas, bissexuais e transexuais). As pacientes terão de ser encaminhadas por unidades da rede municipal, informa Hélio Fonseca.

Fonte: Jornal do Commercio

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