Se um parente necessita de reposição de sangue, a mobilização de uma família em busca de doadores é imediata e costuma ser eficaz. A procura começa pelos quartéis da cidade, onde supostamente há um contingente maior de homens disponíveis, espera-se que o amigo mais próximo seja generoso ou que, no mínimo, repasse a informação. Justo. Razoável, não é. Se fosse, os estoques dos hemocentro não estariam nas condições penosas como as que se encontram, quadro piorado após epidemias de zika, chikungunya e dengue.
O Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco) acaba de anunciar queda de 30% das doações em razão das chamadas arboviroses e os apelos à população para que doe sangue têm sido mais diretos.
“Alô, bom dia. É Luiza de tal?”, perguntou a funcionária do Hemope ontem às 8h30. A jovem de 27 anos interrompeu o banho para ouvir as considerações do outro lado da linha telefônica. “Estamos com a reserva muito baixa. Há tempos você não vem doar. Você não gostaria de nos ajudar?”, perguntou. A moça, doadora desde os 18 anos, demonstrou interesse e a representante do Hemope se apressou em dizer: “Vou colocar seu nome na recepção para agilizar o seu atendimento”. O diálogo ilustra a elevada preocupação com a redução do número de bolsas que atendam a pacientes doentes nos hospitais do estado, muitos dos quais enfrentando cirurgias de urgência. Ainda não existe substituto para o sangue humano, motivo pelo qual só se pode contar com a boa vontade alheia.
“Alô, bom dia. É Luiza de tal?”, perguntou a funcionária do Hemope ontem às 8h30. A jovem de 27 anos interrompeu o banho para ouvir as considerações do outro lado da linha telefônica. “Estamos com a reserva muito baixa. Há tempos você não vem doar. Você não gostaria de nos ajudar?”, perguntou. A moça, doadora desde os 18 anos, demonstrou interesse e a representante do Hemope se apressou em dizer: “Vou colocar seu nome na recepção para agilizar o seu atendimento”. O diálogo ilustra a elevada preocupação com a redução do número de bolsas que atendam a pacientes doentes nos hospitais do estado, muitos dos quais enfrentando cirurgias de urgência. Ainda não existe substituto para o sangue humano, motivo pelo qual só se pode contar com a boa vontade alheia.
A média de doadores do Hemope era de 300 por dia. Caiu para 200 desde o início de 2016, período em que se registra um crescimento do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Ideal seriam 350 doadores para se manter o equilíbrio da demanda. Por mês, do Hemope saem 16 mil bolsas de sangue para as maiores emergências públicas de Pernambuco. O Ministério da Saúde orienta que vítimas de arboviroses fiquem 30 dias sem doar sangue, contando a partir do desaparecimento dos sintomas. Como se sabe, nem todos os pacientes de zika, chicungunya e dengue reconhecem os sintomas. Essa invisibilidade pode estar contribuindo para a retração do doador.
Aqui está o reforço ao apelo para que doadores antigos e novos busquem informações e colaborem. Hoje é um desconhecido à espera de sangue. Amanhã pode ser alguém estimado. O telefone do Hemope é o 0800-0811535.
Aqui está o reforço ao apelo para que doadores antigos e novos busquem informações e colaborem. Hoje é um desconhecido à espera de sangue. Amanhã pode ser alguém estimado. O telefone do Hemope é o 0800-0811535.
Fonte: Diario de Pernambuco



