Se para o paciente o uso do dispositivo resulta em menos visitas ao hospital, para o médico trata-se do acesso a um novo mundo gigantesco de informações. “Dados que eram coletados apenas em momentos específicos já podem ser monitorados 24 horas, com o paciente em casa”, afirma o fundador da Carenet, empresa que desenvolve softwares para vestíveis, Immo Paul.
Nos Estados Unidos, há uma série de experiências em andamento em hospitais e clínicas que envolvem o uso de vestíveis. No centro médico Cedars-Sinai, na cidade de Los Angeles, médicos selecionaram 30 pacientes em estado avançado de câncer para usar pulseiras inteligentes. Os dados coletados permitem que eles avaliem quais pacientes estão aptos a receber quimioterapia.
Apesar de promissor, o uso de vestíveis na área de saúde ainda precisa vencer uma série de desafios para se tornar realidade. O principal deles é o alcance da tecnologia, que chegou ao mercado no fim de 2012.
Até agora, somente em mercados maduros, como Estados Unidos e Europa, os usuários entendem o que são pulseiras e relógios inteligentes. “As pessoas já sabem para que serve um vestível nesses lugares”, diz Immo Paul.
O mercado ainda é pequeno. De acordo com a consultoria IDC, 80 milhões de equipamentos vestíveis foram vendidos em 2015 no mundo – número baixo, se comparado ao mercado de smartphones, que alcançou 1,4 bilhão de unidades no mesmo período.
Fonte: Jornal do Commercio



